Diretora executiva do FMI alerta: Crise alimentar pode acabar em “agitação social e violência” 498

Kristalina Georgieva, diretora executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI), alertou esta quinta-feira para a insegurança alimentar que se vive atualmente em diversas nações, o que, juntamente com a inflação, resulta em fome, além de outras sequelas e problemas a nível social e individual.

Numa declaração que surgiu após a aprovação de um plano contra a insegurança alimentar, assinado por várias instituições financeiras a nível mundial e multilateral, a política búlgara não deixa de relembrar que “a invasão da Ucrânia pela Rússia precipitou uma série de consequências económicas e sociais” por todo o planeta.

Georgieva destaca que as “pressões” sofridas pelos países estão a ocorrer numa altura em que estes já têm as “finanças públicas pressionadas devido à covid-19 e à dívida pública”, destacando ainda os níveis “mais elevados e décadas”. A diretora do FMI avisa ainda que o “rendimento dos agregados familiares mais vulneráveis nos países de baixo e médio rendimento ficam em risco grave de insegurança alimentar”. Assim, conclui que este a história mundial mostra que muitas vezes este tipo de contexto despoleta “violência e agitação social”.

“A comunidade internacional precisa de realizar ações de forma rápida e coordenada para aplacar de forma eficaz a crise alimentar, mantendo o comércio aberto, apoiando as famílias mais vulneráveis, garantindo uma oferta agrícola suficiente e lidando com as pressões de financiamento”, acrescentou Georgieva.

O documento partilhado foi assinado pelo FMI, o Banco Africano de Desenvolvimento, o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, o Banco Mundial e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.

Os objetivos deste plano são seis: apoiar quem está vulnerável, promoção do comércio aberto, mitigar a escassez de fertilizantes, apoiar a produção de alimentos, investir em agricultura tendo em conta a resiliência perante o clima e ainda a aposta na coordenação de esforços.

O plano partilhado pelas instituições financeiras multilaterais apresenta seis grandes objetivos: apoiar as populações vulneráveis, promover o comércio aberto, mitigar a escassez de fertilizantes, apoiar a produção de alimentos, investir em agricultura resiliente ao clima para o futuro, e apostar na coordenação para maximizar o impacto.

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