Mitos e verdades sobre bebidas fermentadas: afinal, o que é (e o que não é) a kombucha?

Num contexto em que cresce o interesse por hábitos mais equilibrados e escolhas alimentares conscientes, a kombucha tem vindo a ganhar destaque — nem sempre pelos motivos certos. Entre promessas de “detox milagroso”, emagrecimento rápido ou até cura de doenças, esta bebida fermentada continua rodeada de ideias simplificadas que importa esclarecer. É neste contexto que a Spraga e a nutricionista Sónia Marcelo se juntam para desmistificar 6 ideias comuns sobre a kombucha.

Mitos vs. Verdades

Mito: É um “elixir detox” e cura doenças;

Verdade: O organismo já possui sistemas naturais de desintoxicação, como o fígado e os rins, pelo que a kombucha não “limpa” o corpo nem substitui estas funções. Apesar de conter compostos bioativos resultantes da fermentação, não existem evidências de que tenha propriedades curativas. O seu valor faz mais sentido como alternativa a outras bebidas do dia a dia, integrada numa alimentação equilibrada e num estilo de vida saudável;

Mito: Bebidas fermentadas têm um sabor desagradável;

Verdade: O sabor deve ser equilibrado, leve e refrescante, com uma acidez suave e apontamentos naturalmente frutados. Consumida fresca, torna-se uma bebida muito mais acessível e agradável do que muitas pessoas esperam. O objetivo deixa de ser “gostar ou não gostar” e passa a ser descobrir qual funciona melhor para cada pessoa;

Já se pode inscrever na VS – Nutrition Summit & Exhibition

Mito: Os probióticos são melhores em suplementos;

Verdade: Alimentos e bebidas fermentadas, como a kombucha não pasteurizada, podem conter culturas vivas naturalmente presentes. Estes probióticos podem contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal, importante para o funcionamento digestivo e o bem-estar geral. Integrar alimentos fermentados na rotina pode ser uma forma simples de diversificar a alimentação.

Mito: A kombucha só serve para quem tem problemas digestivos;

Verdade: Embora seja muitas vezes associada ao bem-estar digestivo, a kombucha pode ser apreciada por qualquer pessoa que procure variar o consumo de bebidas e reduzir o consumo de açúcar. Os probióticos e compostos resultantes da fermentação fazem dela uma opção funcional para qualquer tipo de atividade;

Mito: Bebidas não pasteurizadas são menos nutritivas;

Verdade: Pelo contrário. A não pasteurização permite preservar as culturas vivas resultantes da fermentação, conhecidas como probióticos, que podem contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal e para o bem-estar digestivo;

Dieta mediterrânica é chave para desenvolvimento cognitivo na adolescência, revelam estudos

Mito: Ajuda a emagrecer por si só;

Verdade: A perda de peso depende de vários fatores, como alimentação, atividade física e rotina. Ainda assim, a kombucha pode ser uma alternativa interessante a refrigerantes e bebidas açucaradas, ajudando a reduzir o consumo de açúcar.

“Mais do que seguir tendências, o essencial é informação consciente e sem exageros. A kombucha pode ser uma escolha consistente e interessante para quem procura reduzir açúcar, variar bebidas e adotar hábitos mais equilibrados sem complicações”, lê-se em comunicado. Uma “ótima opção para depois do treino, num almoço com amigos, no trabalho ou numa pausa a meio da tarde — porque não é uma bebida de ocasião, é uma alternativa do dia a dia. E talvez seja isso que melhor a define: simples, funcional e oddly real“.