Bastonária da ON alerta para os hábitos alimentares dos portugueses 169

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas (ON), Alexandra Bento, escreveu um artigo de opinião para a revista “Frutas, Legumes e Flores” sob o tema “Do prado ao prato para mais saúde”, divulgado no portal da Ordem, sobre os hábitos alimentares dos portugueses e as suas escolhas alimentares.

Alexandra Bento começa por indicar que “a forma como os portugueses comem é um dos principais determinantes do seu estado de saúde”, sublinhando que “cerca de 14% das mortes em Portugal estão associadas a riscos alimentares, incluindo o baixo consumo de hortofrutícolas e a elevada ingestão de açúcar e sal”.

Aliás, a bastonária chega mesmo a referir que de acordo com o “último Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, de 2015, em Portugal, o consumo de fruta e produtos hortícolas é de apenas 284 gramas por dia”.

Para a bastonária, este é um valor “muito, muito insuficiente se tivermos em consideração que a Organização Mundial de Saúde recomenda um consumo diário de pelo menos 400g”.

Para além disso, “o consumo de leguminosas também surge como insuficiente, face às recomendações alimentares”.

Posto isto, Alexandra Bento defende que “uma alimentação que seja de base vegetal, tal como preconizado pela Dieta Mediterrânica, com um predomínio de fruta e produtos hortícolas, é essencial para reduzir o risco de desenvolvimento de doenças crónicas, como é o caso da doença coronária, das doenças cerebrovasculares, da hipertensão arterial, da obesidade e de alguns tipos de cancro”.

“O consumidor está cada vez mais consciente da importância da saúde através da alimentação”, indica a bastonária, avançando que também a “indústria agroalimentar tem vindo a acompanhar esta evolução, procurando dar resposta às suas necessidades e preferências do ponto de vista alimentar, e melhorando o perfil nutricional dos seus produtos”.

“Atualmente, no mercado português é possível encontrar várias opções alimentares, e que podem promover e incrementar a presença de produtos hortícolas, fruta e até leguminosas na mesa dos portugueses, designadamente os congelados, os refrigerados, os pasteurizados, os ultrapasteurizados e os minimamente processados”, afirma a bastonária, acrescentando que também “os alimentos embalados, nomeadamente os enlatados, ganharam relevância nas compras e na alimentação dos portugueses”.

Para além disso, Alexandra Bento indica que é importante continuar o trabalho na reformulação alimentar, e “reduzir o teor de sal, mas também de açúcar e gorduras nestes produtos alimentares”.

A bastonária termina o seu texto de opinião indicando que “o caminho está traçado, mas ainda é longo, para se alcançar mais e melhor saúde para a população portuguesa, através da melhoria dos seus hábitos alimentares”.

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