Apoios alimentares: Santa Maria da Feira coloca regulamento dos serviços municipais em consulta pública 75

Encontra-se em consulta pública o Projeto de Regulamento dos Serviços Municipais de Administração e Gestão Escolar do Município de Santa Maria da Feira. Apoios alimentares representam uma das grandes áreas sujeitas à apreciação dos cidadãos.

O Regulamento n.º 427/2026, publicado em Diário da República a 24 de abril, encontra-se disponível para avaliação durante 30 dias. Para a autarquia, “a igualdade de oportunidades no acesso à educação constitui um pilar fundamental para a equidade social”, sendo que, “a esta luz, no âmbito socioeducativo, para a concretização daqueles objetivos assume uma grande importância o reforço da política de apoio às famílias“.

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Destinado a todos os alunos que frequentam a educação pré-escolar, o ensino básico e o ensino secundário nas escolas públicas do Município de Santa Maria da Feira, “bem como aos respetivos Encarregados de Educação e demais membros da comunidade educativa“, este Regulamento “estabelece as normas e os procedimentos gerais aplicáveis à atribuição e gestão dos apoios no âmbito da ação social escolar, bem como à organização dos processos de administração e gestão escolar relacionados com os serviços de apoio aos alunos”.

No seu conjunto, os vários tipos de apoio – de ação social, económicos, alimentares ou de transporte escolar – procuram “apoiar os alunos em situação de maior vulnerabilidade e respetivas famílias, garantir a igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolares e prevenir e combater o abandono escolar“. Da mesma forma, tem como intenção “reforçar a qualidade da educação através da disponibilização de apoios adequados, incentivar o sucesso escolar e a promoção de aprendizagens significativas” e também “facilitar a participação ativa da comunidade educativa no desenvolvimento das políticas educativas locais“.

Leite, fruta e programas educativos

Na área dos apoios alimentares, destacam-se a “distribuição gratuita de leite escolar e produtos lácteos“, a “distribuição gratuita de fruta, produtos hortícolas e bananas“, o “fornecimento diário de refeições gratuitas ou comparticipadas, de acordo com o escalão ASE do aluno”, e ainda a “promoção de programas educativos sobre nutrição e alimentação saudável que possam vir a ser implementados”.

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São igualmente especificadas as dinâmicas afetas às refeições escolares, bem como ao seu preço. No que às ementas diz respeito, estas “são elaboradas pelas entidades prestadoras do serviço de refeições e validadas pelo(a) nutricionista do Município afeto a esse serviço”.

A base de atuação estará nos “princípios de uma alimentação equilibrada e adequada ao seu público-alvo”, com a identificação dos principais alergénios presentes na oferta alimentar, e orientada pelo princípio de “incentivar as crianças/alunos a provar alimentos de que gostem menos ou desconheçam, bem como a ingerir, ainda que parcialmente, todos os componentes da refeição”.

A nutrição que se aprende na escola

No início deste mês de abril, a VIVER SAUDÁVEL publicou uma grande reportagem sobre este município, que conta com três nutricionistas da Unidade de Administração e Gestão Escolar, integrada na Divisão de Educação:

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