APN: Tudo pronto para um novo mandato 1191

A cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais da Associação Portuguesa de Nutrição (APN) para o triénio 2023-2026 decorreu no passado dia 11 de março. Célia Craveiro assumiu o seu quarto mandato à frente desta estrutura associativa. Também não existem alterações na mesa da assembleia geral e no conselho fiscal, que continuam a ser presididos por Hugo de Sousa Lopes e Isabel Monteiro, respetivamente.

Num ambiente verdadeiramente intimista, a tomada de posse dos associados eleitos para os corpos sociais teve lugar na sede da APN, no Porto. O evento contou com a presença da maioria dos membros da mesa da assembleia geral, da direção e do conselho fiscal, assim como o corpo técnico da APN.

As equipas que compõem os novos corpos sociais da APN são, no total, constituídas por 25 elementos, mais seis relativamente ao anterior mandato, existindo nove caras novas, sobretudo na direção. A descontração daqueles que já estão mais habituados a estas lides associativas contrastava com o nervosismo miudinho daqueles, sobretudo jovens nutricionistas, que integram pela primeira vez os corpos sociais da APN.

Momento ímpar

Aberta a todos os associados, a sessão solene foi presidida por Hugo de Sousa Lopes, presidente cessante da mesa da assembleia geral, reeleito a 21 de janeiro do corrente ano para um novo mandato. Depois da mensagem de boas-vindas, e antes das assinaturas de todos os componentes da mesa da assembleia geral, da direção e do conselho fiscal, o nutricionista revelou que «no historial desta associação é um momento ímpar, porque temos realmente muito mais pessoas a tomarem posse do que em mandatos anteriores».

Neste dia, tomaram posse os seguintes elementos para cada um dos corpos sociais: mesa da assembleia geral – Hugo de Sousa Lopes (presidente), Tânia Correia (primeira secretária), Ana Rita Moreira (segunda secretária), Ezequiel Pinto (primeiro suplente) e Pedro Meirinhos (segundo suplente); direção – Célia Craveiro (presidente), Gonçalo Moreira Guerra (vice-presidente), Cláudio Rodrigues (tesoureiro), Nuno Borges (primeiro vogal), Nuno Palas (segundo vogal), Teresa Mariano (terceira vogal), Sónia Xará (quarta vogal), Raquel Abrantes (quinta vogal), Mónica Sousa (sexta vogal), Ana Cabilhas (sétima vogal), Maria João Correia (oitava vogal), Liliana Ferreira (nona vogal), Joana Araújo (décima vogal), Marta Silvestre (primeira suplente) e Lúcia Figueiredo (segunda suplente); concelho fiscal – Isabel Monteiro (presidente), Rodrigo Abreu (primeiro secretário), Mariana Bessa (segunda secretária), Teresa Amaral (primeira suplente) e Ana Castro (segunda suplente).

Amor e paixão pela APN

Empossados os corpos sociais pela sua sequência, a cerimónia prosseguiu com as intervenções dos respetivos presidentes. Hugo de Sousa Lopes começou por destacar a dificuldade em conciliar a vida pessoal, profissional e associativa. «Há muito de amadorismo na vida associativa, não no contexto do amadorismo naquela significância negativa que costumamos dar, mas no contexto do amor, aquele amor, aquela paixão que damos às instituições que representamos e, neste caso, à APN. A dedicação que todos nós nos comprometemos aqui e traremos para esta casa durante três anos», adiantou. «Muito da nossa vida pessoal, da nossa vida profissional, acaba por ficar adiado por aquelas que são as funções e as responsabilidades que assumimos aqui hoje. Este é um reconhecimento público que tem de ser feito, nomeadamente transmitido às famílias de quem abdica desse tempo para aqui estar», enalteceu.

Em segundo lugar, fez uma referência ao oposto do amadorismo, para falar do profissionalismo, «no sentido da seriedade e da forma responsável», com que as pessoas têm assumido as suas funções na APN. «É uma associação que realmente tem marcado a diferença, que tem sido sempre disruptiva e está sempre à frente daquilo que é a realidade da Nutrição no nosso país. Tem levado as bandeiras sempre no momento certo e implementado as bandeiras corretas, também. E isso é algo que tem a ver com a forma responsável, séria e profissional com que todas as pessoas que assumem estes corpos sociais hoje, e outras que já o fizeram no passado com toda a certeza defenderão. E dar aqui uma palavra também às pessoas que cá trabalham, que têm exatamente este mesmo contexto de trabalho», desenvolveu.

Em terceiro lugar, «dizer-vos que, na realidade, esta disrupção costuma ser a nossa marca e, portanto, que continue. Costumo dizer, em jeito de brincadeira, que só tropeça quem está a mexer, quem está parado e está sentado não tropeça. E nós todos temos de mexer, temos de caminhar, muitas das vezes tropeçando, mas também tendo claramente definido qual é o nosso rumo e tendo a consciência de que temos de nos movimentar para chegar a algum lado e para atingir a melhoria e almejar a mudança» Por isso, «estou certo que também teremos três anos com toda a certeza de muita evolução, com toda a certeza com alguns tropeções pelo meio, porque faz parte, mas também é o significado daquilo que é a vontade e o desejo de avançar, de evoluir e de fazer melhor».

Em quarto lugar, sublinhou Hugo de Sousa Lopes, a mesa da assembleia geral ambiciona «envolver o mais possível as pessoas na vida associativa, trazer o mais possível as pessoas aos momentos das assembleias, aos momentos da tomada de decisão». «As associações são dos sócios e para os sócios e só os sócios é que devem estar realmente focados naquele que é o momento da tomada de decisão para depois também tornarem as associações aquilo que eles querem que elas sejam. Os sócios serão sempre o nosso foco», reforçou, assinalando que «temos já feito nos últimos tempos umas tentativas de quase um regresso ao passado, mas na tentativa de envolver as pessoas um bocadinho mais e vamos continuar a desenvolver essas estratégias para tentarmos envolver os associados mais naqueles que são os momentos da verdadeira tomada da decisão, da verdadeira definição daquilo que é o futuro da nossa associação».

Por último, «fazer uma nota por esta alegria de ver tanta gente». «Isto também é disruptivo, também nos quer dizer alguma coisa naquilo que respeita ao processo do futuro, de olharmos para o futuro. Temos pessoas cá muito jovens, algumas delas que estarão provavelmente ainda em início da carreira», apontou o interveniente. Na sua opinião, este aspeto é «muito relevante», porque «indica-nos que o caminho também é para a frente e é com estas pessoas mais jovens. Também temos de os envolver na vida associativa para que haja a criação deste amor e desta paixão por esta instituição e pela vida associativa do ponto de vista da Nutrição, sempre focados naturalmente naquilo que podem ser as necessidades para o futuro desta casa, mas rejuvenescido. E isso é que é importante reconhecer».

Defesa dos interesses dos associados

Hugo de Sousa Lopes passou a palavra à presidente do concelho fiscal. Isabel Monteiro realçou a forte presença de elementos dos corpos sociais, «sinal forte da importância que a APN mantém na promoção e no desenvolvimento das Ciências da Nutrição, garantindo sempre o desenvolvimento dos interesses profissionais e técnico-científicos dos seus associados».

Para o futuro, a intenção do concelho fiscal é «continuar a acompanhar esta direção, zelando pelo cumprimento das disposições legais e estatutárias, emitindo o parecer do relatório anual de gestão, balanço e contas e apoiando estes corpos sociais no cumprimento dos objetivos traçados, cada vez mais desafiantes, pautando sempre pelo zelo dos interesses dos associados».

«A associação é dos associados»

No discurso de tomada de posse, Célia Craveiro investiu em algumas das ideias-chave expostas na entrevista que concedeu recentemente à revista Viver Saudável (número 81, referente a fevereiro de 2023). Ao iniciar o seu quarto mandato como presidente da direção da APN, a nutricionista dirigiu-se aos restantes elementos dos corpos sociais que tomaram posse, reconhecendo que este momento solene «traz-nos alguma responsabilidade acrescida».

Destacando palavras como “rigor” e “lealdade”, a responsável recuperou o discurso de Hugo de Sousa Lopes, concordando que «ainda há um certo amadorismo nas associações», mas «hoje, as associações são tudo menos amadoras, elas são geridas com o rigor de uma pequena e média empresa (PME), com um trabalho feito por quem cá está, e aí todo o corpo técnico é realmente a base estrutural de todas as ações realizadas pela APN».

Célia Craveiro: “Nunca viro as costas a um desafio”

Célia Craveiro afirmou que «a associação é dos associados, completamente». «Cabe-nos a nós, enquanto corpos sociais, garantir que o associado também é parte ativa na associação», avançou. No entanto, a pandemia de covid-19, com as medidas de confinamento e isolamento social, veio condicionar de forma significativa a vida das pessoas, a nível pessoal e profissional, mas também a nível institucional. «Há uma dificuldade em voltar ao normal, em voltar à rotina, em voltar ao presencial, mas nós temos de fazer por isso. Acho que esse é o maior desafio para os nossos próximos anos. Volto a referir, parecendo um cliché, nós temos de voltar a trazer as pessoas para as associações, para o trabalho do grupo», declarou.

«Para a direção da APN, o nosso foco continua a ser a associação», assegurou, mostrando-se satisfeita por ver algumas caras novas na direção, porque «a associação precisa efetivamente dessa renovação». «Queremos, e sempre quisemos, que a APN se mantenha relevante. Acho que até agora temos conseguido. O futuro é sempre incerto, o trabalho é no conjunto. Obrigado por entrarem em mais três anos de aventura, para alguns, ou, então, obrigado por entrarem em três anos de aventura», salientou.

O Congresso de Nutrição e Alimentação (CNA) da APN, cuja 22.ª edição está agendada para os dias 11 e 12 de maio, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, também foi relevado por Célia Craveiro. «O nosso congresso é sempre um momento muito mais solene do que uma tomada de posse. É no congresso que temos connosco uma boa parte dos nossos associados, uma boa parte dos nossos colegas, e estamos muito mais ligados a instituições parceiras», anotou.

Da parte da direção, concluiu a dirigente associativa, «com o apoio da mesa da assembleia geral e do concelho fiscal, fica a garantia que vamos continuar a trabalhar com muito rigor, como temos feito até ao momento».

Terminada a cerimónia de tomada de posse, seguiu-se uma sessão fotográfica e um momento de partilha e confraternização entre todos os presentes.

Inicia-se, desta forma, o mandato dos novos corpos sociais da APN para o triénio 2023-2026.

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