Retirada proposta que pretendia proibir referências a lacticínios em produtos vegetais 887

A União Europeia (UE) retirou a proposta de proibir a semelhança entre os lacticínios e os produtos “plant-based”, que, caso tivesse sido aprovada, inibiria os fabricantes de bebidas de soja de descrever a sua oferta como uma alternativa ao leite, por exemplo.

Expressões como “é como leite”, “cremoso”, “amanteigado”, “alternativa ao iogurte”, ou quaisquer outras que fizessem referência a lacticínios nos produtos vegetais, são alguns dos exemplos que poderiam deixar de ser usadas nas embalagens e na publicidade a produtos vegetais.

Segundo a UE, esta medida, denominada por “Alteração 171”, tinha como intuito não confundir os consumidores.

A proposta acabou por ser retirada pelo deputado francês Eric Andrieu, que a tinha submetido, após forte pressão por parte dos opositores da proposta, nomeadamente marcas de alimentos e bebidas vegetais.

Em Portugal, as empresas de bebidas e alimentos vegetais acreditam que a Alteração 171 é desnecessária, uma vez que os portugueses já se encontram suficientemente informados sobre este tipo de produtos.

Prova disso, é um inquérito levado a cabo pela Universidade Católica, que concluiu que 96,4% dos 1013 participantes sabiam o que são produtos de origem vegetal. Apenas 2,6% dos inquiridos confundiram estes produtos com os de origem animal e só 1% disse não saber o que são produtos de origem vegetal.

Quando questionados sobre se concordam que termos como “alternativa vegetal ao queijo” ou “não contém lactose” apareçam nos rótulos de alimentos e bebidas vegetais, 76,4% responderam afirmativamente. Já 16,9% dos participantes discordou por acreditar que essas expressões podem “confundir com produtos de origem animal”.

Lembrar que a legislação atual já proíbe a utilização de termos como “leite de aveia” ou “queijo vegan”.

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