Reino Unido vai proibir anúncios de “junk food” para combater obesidade 618

O Reino Unido decidiu proibir os anúncios televisivos e online que publicitem comida com níveis elevados de açúcar, sal e gordura, até às 21:00. Esta medida vai entrar em vigor no final de 2022.

Estas restrições fazem parte da estratégia do Governo britânico para combater a obesidade, que afecta mais de 60% da população adulta, indica o Serviço Nacional de Saúde britânico.

Vários estudos sugerem que os problemas com o peso surgem sobretudo na infância e as crianças que crescem em ambientes desfavorecidos têm mais probabilidade de vir a ter excesso de peso.

Esta não é a primeira medida do governo do Reino Unido. Desde 2018 que os fabricantes têm de pagar mais impostos pelos produtos com altos níveis de açúcar. E no ano passado proibiu as promoções “leve dois, pague um”.

Assim, chocolates, refrigerantes, bolos, doces, gelados, bolachas, batatas fritas, pizzas, cereais de pequeno-almoço, iogurtes, refeições pré-confecionadas, nuggets de frango e filetes de peixe só podem ser publicitados em direto ou on demand, entre as 21:00 e as 5:30 horas da manhã.

Esta medida não inclui a publicidade das empresas nas suas redes sociais e websites.

Também alguns produtos que contêm níveis mais elevados de açúcar, sal e gordura serão excluídos das restrições, por não serem considerados produtos de riscos para a obesidade. É o caso do mel, azeite e abacate.

De acordo com a BBC, estas medidas não foram bem aceites pela indústria publicitária do Reino Unido, que as considerou “draconianas”, acusando a medida de não impactar de forma significativa os hábitos alimentares das crianças e de ser enganosa.

Já a presidente da Fundação britânica do Coração, Charmaine Griffiths, descreveu a proposta como “corajosa” e um “passo positivo” para proteger as crianças de serem “expostas a publicidade de junk food“, indicou a BBC.

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