Programa Alimentar Mundial vence Nobel da Paz 2020 634

O Programa Alimentar Mundial (PMA), World Food Programme na sigla em inglês, é o vencedor do prémio Nobel da Paz de 2020. O anúncio foi feito esta sexta-feira, dia 9 de outubro, em Oslo pela presidente do comité, Berit Reiss-Andersen. O prémio, que será entregue a 10 de dezembro, vale dez milhões de coroas suecas, ou seja, cerca de 950 mil euros.

“A necessidade de solidariedade internacional e cooperação multilateral é mais notória que nunca. O Comité Norueguês decidiu entregar o Nobel da Paz de 2020 ao Programa Alimentar Mundial pelos seus esforços no combate à fome, pela sua contribuição para melhorar as condições para a paz em áreas afetadas pelos conflitos e por atuar como uma força motora nos esforços para prevenir o uso da fome como arma de guerra e conflito”, anunciou a presidente do comité, Berit Reiss-Andersen.

O Comité lembrou ainda que com o prémio deste ano querem focar a atenção do mundo dos milhões de pessoas que sofrem ou enfrentam a ameaça da fome, indicando que o Programa Alimentar Mundial “contribui diariamente para avançar a fraternidade de nações referida no testamento de Alfred Nobel”. E considera a organização das Nações Unidas “a versão moderna dos congressos da paz que o Prémio Nobel da Paz deve promover”.

Para o Programa Alimentar Mundial este prémio “é um reconhecimento do trabalho dos colaboradores do Programa Alimentar Mundial (PAM), que arriscam a vida todos os dias para levar alimentos e dar assistência a mais de 100 milhões de crianças, mulheres e homens que passam fome em todo o mundo”, sublinhou a organização, numa mensagem divulgada através da rede social Twitter.

Já o diretor do PAM, o norte-americano David Beasley, que teve conhecimento da atribuição do Nobel da Paz através de um porta-voz da organização, indicou não ter palavras para reagir ao prémio.

“Acho que esta é a primeira vez na minha vida que fico sem palavras”, disse à Associated Press (AP), admitindo estar “em comoção e surpreso”.

O diretor do PAM adiantou que “este é um momento muito emocionante, é o Prémio Nobel da Paz. E tudo graças à família do PAM que estão nos lugares mais difíceis e complexos do mundo, onde há guerra, conflitos ou climas extremos. Eles é que merecem este prémio”, elogiou.

Os prémios serão entregues a 10 de dezembro numa cerimónia quase inteiramente online, por causa da pandemia de covid-19, à exceção de uma reduzida plateia que estará no edifício da Câmara de Estocolmo, na Suécia.

“A ideia é que as medalhas e os diplomas sejam entregues aos laureados em segurança nos respetivos países de residência, muito provavelmente com a ajuda das embaixadas e das universidades dos laureados”, explicou a Fundação Nobel.

Além da medalha com o rosto de Alfred Nobel, o vencedor do galardão ganha dez milhões de coroas suecas, cerca de 950 mil euros.

O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, sedeado em Roma e dirigido pelo norte-americano David Beasley, é a maior organização humanitária no combate à fome e na promoção da segurança alimentar. Foi fundado em 1961, em Roma, a partir de uma proposta do presidente norte-americano Dwight Eisenhower feita na Assembleia Geral da ONU em setembro de 1960. Em 2019, distribuiu 15 mil milhões de refeições, providenciou assistência a quase 100 milhões de pessoas em 88 países.

O Prémio Nobel da Paz, considerado o de maior prestígio do mundo, tinha anunciado que havia 318 candidatos, sendo que 211 eram indivíduos e 107 organizações.

Envie este conteúdo a outra pessoa