PNPAS divulga resultados de estudo sobre a Dieta Mediterrânica 331

O Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) lançou o resultado de um “Estudo de Adesão ao Padrão Alimentar Mediterrânico”, que decorreu em setembro de 2020.

Este estudo da Direção-Geral da Saúde (DGS), em parceria com a VTMar Marketing Intelligence, teve como objetivo avaliar os conhecimentos da população portuguesa sobre a dieta mediterrânica, bem como a adesão a este padrão alimentar.

A amostra foi constituída por indivíduos com mais de 16 anos, residentes em lares, nas regiões Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve. A recolha de dados foi feita através de um questionário semiestruturado, a 1000 indivíduos, por meio de entrevista telefónica, entre 1 e 17 de setembro de 2020.

Relativamente à notoriedade da Dieta Mediterrânica, 62% dos inquiridos dizem já ter ouvido falar e destes 80% dizem saber o que é a Dieta Mediterrânica.

Para os inquiridos as principais características da Dieta Mediterrânica são a “confeção de alimentos com azeite” (77%), o “consumo elevado de fruta e hortícolas frescos” (68%), um “maior consumo de peixe do que de carne” (41%), e um “consumo elevado de leguminosas” (31%).

Contudo, apenas 26% da população portuguesa apresenta uma elevada adesão à dieta mediterrânica. A maioria da população tem um consumo abaixo do desejável, com 31% a indicar que consomem leguminosas 3 ou mais vezes por semana, e com 48% a consumir 2 ou mais porções por dia de hortícolas. No que respeita ao consumo de frutas, 39% indicam consumir 3 ou mais porções por dia e a mesma percentagem a indicar que consome 3 ou mais porções de frutos secos por semana.

A adesão ao padrão alimentar mediterrânico cresceu 15% desde 2016. A percentagem de elevada à adesão à dieta mediterrânica é superior no grupo dos inquiridos que conhece a dieta mediterrânica (34%). Porém, 24% dos inquiridos que não conhecem a Dieta Mediterrânica aderem a este padrão alimentar.

De sublinhar que a elevada adesão a este padrão alimentar parece estar associado às populações com maior escolaridade e rendimento.

Pode consultar o estudo aqui.

 

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