Graça Freitas defende a literacia em saúde para sustentabilidade do SNS 0 239

A diretora-geral da Saúde defendeu que a literacia em saúde é uma ferramenta importante para a prevenção de doenças e para a sustentabilidade do SNS.

«A literacia em saúde é fundamental para a promoção da saúde, para a prevenção da doença e para a utilização eficaz e eficiente dos serviços, sendo importante também para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde», afirmou Graça Freitas aquando da apresentação do Plano de Ação para a Literacia em Saúde.

Graça Freitas defendeu que a «saúde não se faz sem parcerias» e que o plano se insere numa «estratégia interministerial para a literacia em saúde», avançou o “Diário de Notícias”. «É importante, neste processo da literacia, que as pessoas percebam como é que podem navegar no sistema de saúde e nos sistemas que dão apoio à saúde», fez notar a diretora-geral.

A responsável notou que o principal objetivo é que «as pessoas fiquem mais capacitadas» para «fazerem opções saudáveis», no sentido de garantirem um envelhecimento ativo e saudável. O desafio do plano que foi apresentado hoje reside na «ativação de comportamentos saudáveis», através de duas áreas fundamentais como a alimentação saudável e a prática de atividade física.

O documento «foca-se numa abordagem ao longo do ciclo de vida, intergeracional, promovendo as escolhas informadas dos cidadãos», enquadrado com os objetivos e metas do Plano Nacional de Saúde, baseados nos princípios da “Cidadania em Saúde”, “Equidade e Acesso aos Cuidados de Saúde», “Qualidade em Saúde” e “Políticas Saudáveis”.

«Vivemos mais anos, mas com menos qualidade de vida associada, portanto, este é um desafio extraordinariamente importante», alertou Miguel Telo de Arriaga, chefe de Divisão de Literacia, Saúde e Bem-Estar, da Direção-Geral de Saúde (DGS),

Do Plano de Ação para a Literacia em Saúde espera-se que contribua para «mitigar» os problemas e ajudar a alterar comportamentos dos cidadãos, informou. O Plano de Ação para a Literacia em Saúde – 2019-2021 está aprovado pela tutela, mas a diretora-geral disse à agência “Lusa” que se trata de «um guião» sempre em construção.

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