Estudo: Medicamento oral para controlar alergia a amendoim pode estar a chegar 0 46

 

 

20 de novembro de 2018

Um ensaio clínico conseguiu reduzir a sensibilidade aos alergénios do amendoim, com uma exposição gradual à proteína durante seis meses. Os resultados, apresentados numa conferência da American College of Allergy, Asthma & Immunology, em Seattle, nos Estados Unidos da América, podem vir a traduzir-se no primeiro medicamento oral que controla as reações alérgicas ao amendoim em crianças.

De acordo com o jornal britânico “The Guardian”, o objetivo do tratamento não é curar a alergia ou permitir que as crianças comam manteiga de amendoim. O propósito é reduzir o risco de exposição acidental a vestígios de amendoim que podem desencadear uma reação alérgica grave.

Depois de seis meses de tratamento, seguidos de seis meses de terapia de manutenção, dois terços de 372 crianças que receberam o tratamento puderam ingerir 600 miligramas ou mais de proteína de amendoim, o equivalente a dois amendoins, sem desenvolver uma reacção alérgica.

Numa referência ao mesmo ensaio clínico, o canal norte-americano de televisão “CNN” refere que o estudo contou com 551 participantes em 66 centros de pesquisa de 10 países, com idades entre os quatro e os 55 anos diagnosticados com alergias ao amendoim.

A exposição gradual ao alergénio foi administrada sob a forma de cápsula em pó de amendoim, uma imunoterapia oral.

O conceito é «tratar uma alergia ao expor gradualmente as pessoas à mesma substância a que são alérgicas», afirmou Brian Vickery, o autor do estudo e diretor do Programa de Alergia Alimentar dos Cuidados de Saúde Infantil de Atlanta, nos Estados Unidos.

Os participantes no estudo receberam o tratamento em quantidades crescentes a cada duas semanas até chegarem à dose máxima. Após um ano, à data da conclusão do estudo, os participantes comeram, sob a supervisão de um médico, o equivalente a dois amendoins.

Dois terços dos participantes foram capazes de tolerar essa dose de amendoim, sem nenhuma reação grave. Metade das pessoas analisadas conseguiram até ingerir doses equivalentes a quatro amendoins.

De um modo geral, os participantes não apresentaram reações graves ao tratamento ao contrário do que os investigadores previram.

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