CNA 2023: Recaídas no tratamento da obesidade não têm de ser inevitáveis 1079

Os Sistemas de Saúde, bem como os seus profissionais e a comunidade em geral, devem parar de olhar para hipotéticas recaídas no tratamento da obesidade como algo inevitável, defendeu esta sexta-feira a nutricionista e investigadora Cátia Martins.

“Perder peso é relativamente fácil, mas a maioria dos indivíduos volta a ganhar peso”, uma vez que vários estudos revelam que o corpo pode responder à perda de peso com a necessidade de comer, explicou a investigadora durante o Congresso de Nutrição e Alimentação, que termina esta sexta-feira no Porto.

No entanto, a palestrante reiterou que a inconstância nos resultados de inúmeros estudos torna “difícil encontrar um padrão”. Apesar de existir uma relação demonstrada entre a perda de peso, com maior vontade de comer, e os gastos de energia e respetiva adaptação metabólica, não parece haver a necessidade de os analisar como fatores de risco no ganho de peso, diz.

A adaptação metabólica durante a restrição de energia ativa “pode diminuir a taxa de perda de peso e contribuir para a resistência à perda de peso”, atestou, referindo ainda que estudos futuros deverão medir a adaptação metabólica ao nível de TTE (total energy expenditure) e levar em conta a heterogeneidade da FFM (fat free mass).

Neste sentido, a inevitabilidade de uma recaída durante o tratamento da obesidade não deve ser uma ideia fixa, concluiu durante a Conferência Plenária “Role of increased appetite and metabolic adaptation in weight loss and regain”.

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