A organização não-governamental Save the Children prevê distribuir 75 milhões de refeições a alunos moçambicanos até 2031, através do programa integrado de alimentação escolar “Nutrir para Aprender”, lançado hoje.
A informação foi avançada hoje, no distrito da Manhiça, pela diretora da Save the Children em Moçambique, Ilaria Malunza, durante o lançamento da iniciativa, que tem como objetivo contribuir para a melhoria da aprendizagem, da nutrição e do bem-estar das crianças.
Financiado pelo programa internacional McGovern-Dole Food for Education and Child Nutrition, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o projeto “Nutrir para Aprender” abrangerá 245 escolas dos distritos de Manhiça, Matutuíne, Moamba e Magude, beneficiando cerca de 80 mil alunos por ano.
“É por isso que este programa é tão importante. O ‘Nutrir para Aprender’ procura contribuir para a melhoria da aprendizagem, da nutrição e do bem-estar das crianças, reforçando os esforços que o Governo de Moçambique já vem realizando nestas áreas”, declarou, citada pela agência Lusa.
Segundo a responsável, ao longo dos seis anos de implementação, o projeto deverá fornecer 75 milhões de refeições escolares e avançar igualmente com intervenções nas áreas de literacia, saúde e nutrição, infraestruturas, água e saneamento, além do reforço do acesso a serviços essenciais de saúde, contribuindo para que as crianças desenvolvam todo o seu potencial.
Malunza considerou que o apoio à educação e à nutrição infantil continua a ser uma das formas mais eficazes de promover o desenvolvimento, a estabilidade e oportunidades duradouras, numa altura em que o mundo enfrenta múltiplos desafios.
“Investir numa criança que aprende e se alimenta bem hoje é investir numa comunidade mais forte amanhã. É investir na estabilidade, na prosperidade e no desenvolvimento futuro de uma nação”, acrescentou.
No lançamento do programa, com duração prevista de seis anos, o governador da província de Maputo, Manuel Tule, considerou a iniciativa de extrema importância por reforçar os esforços do executivo na promoção do acesso à educação, da segurança alimentar e do desenvolvimento integral das crianças e comunidades.
Segundo o governante, o projeto está alinhado com a meta do Governo de reduzir a desnutrição crónica para 30% até 2029, no âmbito do Programa Quinquenal do Governo 2025-2029
“Esta intervenção promove a educação alimentar e nutricional, incentiva hábitos de vida saudáveis e cria oportunidades para o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades, incluindo no domínio da produção agrícola e da gestão sustentável dos recursos”, afirmou.
Para Tule, assegurar melhores condições nutricionais às crianças é também criar condições para uma aprendizagem mais efetiva e para a formação de cidadãos mais saudáveis e preparados para contribuir para o desenvolvimento do país.
O governador reafirmou ainda o compromisso do executivo provincial de aprofundar a cooperação com os Estados Unidos da América para promover uma educação cada vez mais inclusiva, equitativa e capaz de responder às necessidades das crianças.
“Que o projeto Nutrir para Aprender seja uma expressão concreta da nossa determinação coletiva de colocar as crianças no centro das nossas comunidades”, concluiu.
A Save the Children refere, em comunicado, que as refeições serão inicialmente compostas por arroz, ervilha e óleo fortificados fornecidos pelos Estados Unidos. A partir do terceiro ano de implementação, o programa deverá integrar 2.390 toneladas métricas de frutas, hortícolas, farinha de milho e feijão-nhemba adquiridos localmente nos distritos abrangidos da província de Maputo, contribuindo para o fortalecimento da economia local.




