Maria João Gregório, diretora do Programa Nacional para Promoção da Alimentação Saudável e jurada da categoria, considera que o ‘Projeto do Ano – Nutrição Comunitária e Saúde Pública’ dos Prémios VIVER SAUDÁVEL 2026 constitui uma oportunidade para dar visibilidade a boas práticas, promover o reconhecimento do trabalho dos nutricionistas e contribuir para a continuidade e reforço dos recursos das equipas envolvidas.
Em antecipação do fecho de candidaturas, que acontece a 31 de julho, a nutricionista garante que esta área representa uma das vertentes da Nutrição “com maior potencial para melhorar a saúde das populações”. Ao contrário da intervenção individual, explica, a Nutrição Comunitária e Saúde Pública (NCSP) “permite atuar sobre os determinantes mais estruturais da alimentação, influenciar políticas públicas, criar ambientes alimentares mais saudáveis e desenvolver medidas de prevenção e promoção da saúde com impacto à escala populacional“.
Para Maria João Gregório, que em 2023 foi eleita ‘Nutricionista do Ano’, este é “o grande fascínio da Saúde Pública”. “Uma única medida, quando bem concebida e implementada, pode beneficiar milhares ou até milhões de pessoas“, considera, e vai mais longe: “É uma área onde pequenas mudanças estruturais podem traduzir-se em ganhos muito significativos em saúde, qualidade de vida e sustentabilidade dos sistemas de saúde”.
Se a população beneficia com a atuação dos nutricionistas nesta área, torna-se “fundamental que este trabalho seja reconhecido”, até porque, “apesar da sua relevância, continua a ser uma área onde trabalham relativamente poucos nutricionistas e cujo impacto nem sempre é facilmente mensurável, visível e, por isso, valorizado”.
“Valorizem o vosso trabalho: a investigação merece ser partilhada e reconhecida”
“Valorizar projetos de excelência nesta categoria é uma forma de dar visibilidade ao contributo dos nutricionistas para a saúde pública, estimular a inovação e incentivar mais colegas a desenvolverem o seu percurso nesta área. É também uma forma de reforçar a ideia de que investir na prevenção é um dos caminhos mais eficazes para melhorar a saúde da população“, acrescenta a especialista.
Projetos inovadores e replicáveis
E que projetos espera Maria João Gregório avaliar? Sobretudo “projetos inovadores, sustentados na melhor evidência científica disponível e, sobretudo, capazes de demonstrar impacto real na saúde das populações“. Mais do que boas ideias, o júri procurará “intervenções que tenham sido implementadas, avaliadas e que apresentem resultados concretos ou um claro potencial de replicação noutros contextos”.
Dirigindo-se aos colegas que ainda possam estar reticentes no envio da sua candidatura, Maria João Gregório incentiva todos aqueles que “desenvolveram projetos relevantes, mesmo que já tenham concorrido em edições anteriores, a voltarem a candidatar-se caso esses projetos se mantenham ativos e tenham evoluído“. Muitas vezes, aponta, “o verdadeiro impacto de uma intervenção só se torna evidente com o tempo, à medida que é consolidada, aperfeiçoada e avaliada”.
No que aos Prémios VIVER SAUDÁVEL diz respeito, estes “representam muito mais do que uma distinção individual”. “Constituem uma oportunidade para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido, partilhar boas práticas e inspirar outros profissionais e instituições a desenvolver iniciativas semelhantes. O reconhecimento pode também ser um argumento importante para assegurar a continuidade dos projetos, mobilizar equipas, reforçar o apoio das instituições onde estes são desenvolvidos e demonstrar o valor acrescentado que os nutricionistas trazem à Saúde Pública“, conclui.
Candidaturas abertas
De acordo com o Regulamento Oficial, podem candidatar-se projetos originais em curso ou concluídos em 2026. Da totalidade das candidaturas recebidas e validadas, serão apresentadas ao júri, constituído para o efeito, uma seleção de 10 projetos, para que selecionem os 3 finalistas.
“A modulação da oferta alimentar representa uma estratégia relevante na promoção da saúde pública”
Nesta edição, o júri é ainda composto pela bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Liliana Sousa, pela secretária-geral da Associação Portuguesa de Nutrição, Helena Real, pelo secretário da Direção da Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica, Lino Mendes, e ainda pelo diretor-geral da Hollyfar (empresa detentora da marca VIVER SAUDÁVEL), Paulo Silva.
A categoria de ‘Projeto do Ano – Nutrição Comunitária e Saúde Pública’ foi criada em 2022. Já venceram os seguintes projetos: Veggies4myHeart (do ciTechcare – Centro de Inovação em Tecnologias e Cuidados de Saúde do Politécnico de Leiria), Programa de Nutrição Jerónimo Martins (do Grupo Jerónimo Martins), Cresce Ativo e Saudável (da Câmara Municipal de Mafra), e SEMEAR (do Departamento de Educação, Saúde, Social e Inclusão da Câmara Municipal do Funchal).
Os Prémios VIVER SAUDÁVEL são uma iniciativa anual organizada pela Revista VIVER SAUDÁVEL, que visa distinguir a excelência e premiar o que melhor se faz na Nutrição em Portugal, e os Nutricionistas que, pelo seu trabalho diário em prol da melhoria da Saúde dos portugueses, nas mais diversas áreas, elevam as Ciências da Nutrição.




