Microalgas dos Açores poderão alimentar aquacultura em 2024 351

A Universidade dos Açores, o Instituto de Tecnologia da Universidade de Ciências da Vida (Estónia), e as empresas Power Algae OÜ (Estónia) e Matis Biotechnology (Islândia), estão a desenvolver um projeto de microalgas que poderão alimentar a aquacultura na Europa, em 2024.

O projeto tem como objetivo “utilizar os recursos naturais que existem nos Açores [microalgas nativas] que possam ser cultivadas, aproveitando desperdícios de outras atividades, como os gases de combustão de CO2 ou resíduos de atividades agroindustriais”.

A iniciativa vai permitir também “eliminar preocupações do ponto de vista ambiental, como seja a acumulação de CO2 e os resíduos resultantes da atividade agro-económica, que produz muitos nutrientes, que nos Açores têm impacto na eutrofização dos lagos”.

De acordo com a Universidade dos Açores, este é um projeto “inovador e de baixo custo, onde o dióxido de carbono dos gases de combustão e nutrientes de resíduos agroalimentares são usados para aumentar o crescimento de microalgas em fotobiorreatores, de forma que a biomassa das microalgas, após pré-tratamento e extração, possa ser utilizada em rações, alimentos e nutracêuticos”.

As microalgas vão ser processadas cientificamente para que possam ser utilizadas em cadeias de produção, nomeadamente para a alimentação de pescado em aquacultura.

O projeto tem como base o mercado do salmão e trutas, sendo que arrancou em 2021 e vai ser finalizado em 2024, devendo ser disponibilizado a granel.

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