Mais de 3 mil milhões de pessoas não conseguem pagar uma dieta saudável, alerta FAO 599

O relatório Situação da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2022 “revela o pesado fardo global da fome e da desnutrição”, com mais de 3 mil milhões de pessoas a não conseguirem pagar uma dieta saudável.

O documento, vinculado pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), UNICEF, Organização Mundial de Saúde (OMS), o Programa Mundial de Alimentos e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, explica que o “potencial inexplorado” de políticas de compras e serviços de alimentos saudáveis poderia “apoiar o redirecionamento de políticas alimentares e agrícolas para tornar as dietas saudáveis mais acessíveis”.

“Os efeitos persistentes da pandemia de Covid-19, juntamente com a interrupção do fornecimento de alimentos causada pela intensificação de conflitos e eventos climáticos extremos, continuam a impedir o progresso para alcançar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, explica a organização, que garante que “dietas não saudáveis ​​causam milhões de mortes por ano, por exemplo, pelo consumo inadequado de grãos integrais, leguminosas, hortaliças e frutas, e alto consumo de sódio/sal, açúcares e gorduras nocivas”.

Neste sentido, o relatório conclui que “o atual apoio governamental aos setores de alimentos e agricultura muitas vezes não está alinhado com a promoção de dietas saudáveis”, pelo que “os orçamentos públicos existentes precisam ser alocados de diferentes maneiras, para estimular a produção de alimentos mais nutritivos, aumentar a sua disponibilidade e reduzir custos para que dietas saudáveis ​​possam ser acessíveis”.

Segundo a FAO, existem três maneiras pelas quais as políticas de compras e serviços de alimentos saudáveis podem complementar a agenda de reaproveitamento:

  • Estimular a oferta de alimentos nutritivos, criando uma demanda previsível em larga escala e tornando a produção mais economicamente viável;
  • Moldar os hábitos alimentares, a demanda e os padrões de consumo para alimentos mais saudáveis;
  • Melhorar o acesso de grupos de risco a dietas saudáveis e apoiar atores vulneráveis do sistema alimentar.

Leia o relatório completo aqui.

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