Transformar frutas e hortícolas em personagens, animais ou paisagens pode ser mais do que uma brincadeira: é uma estratégia eficaz para promover hábitos alimentares saudáveis. Foi esse o desafio lançado pelo projeto ‘Alimentação Divertida’, que passou pela Escola Secundária Joaquim Araújo, em Penafiel, com uma abordagem criativa à literacia em saúde.
Como explicam Lúcia Loureiro, vogal do Departamento de Ação Social da Associação Nacional de Estudantes de Nutrição (ANEN), e Benedita Nápoles, presidente da ANEN, ao portal VIVER SAUDÁVEL, o projeto “tem como base a promoção da literacia em saúde junto dos mais jovens”, convidando os participantes a “explorar frutas e hortícolas através de uma experiência sensorial, criativa e lúdica, estimulando o seu consumo”.
Em Penafiel, os alunos foram desafiados a assumir o papel de “artistas” capazes de transformar alimentos de origem vegetal em composições visuais criativas. No prato, surgiram animais, paisagens e personagens, numa dinâmica que cruzou educação alimentar com expressão artística.
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De acordo com as responsáveis, “esta atividade refletiu-se no aumento da curiosidade e aceitabilidade dos alunos relativamente a alimentos saudáveis”, sendo possível “antecipar uma consequente introdução dos mesmos na sua alimentação”. Acrescentam ainda que “ao assumirem o papel de ‘artistas’, as crianças se sentiram empoderadas, o que resultou numa espontânea curiosidade e gosto pelas frutas e hortícolas”.
A iniciativa foi promovida pela Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS), pela Associação Nacional de Emergência, Socorro e Catástrofe (ANESC), pela Ordem dos Nutricionistas (ON) e pela ANEN, contando ainda com a participação de representantes dos municípios de Penafiel e Lousada.
O feedback recolhido junto dos alunos confirma o impacto positivo da atividade. Como referem Lúcia Loureiro e Benedita Nápoles, “os alunos descreveram o dia como diferente e divertido”, acrescentando que “foi comprovada a adequação da metodologia utilizada”. O balanço da iniciativa é, por isso, “muito positivo”, sublinham as responsáveis. Para o futuro, a ambição passa por reforçar a implementação do projeto e alargar o seu alcance.
Para além do impacto junto dos mais jovens, o projeto assume também uma vertente formativa relevante para os estudantes de Nutrição envolvidos. Segundo as responsáveis, a participação permite “desenvolver competências no âmbito da Nutrição Comunitária, bem como competências transversais”, nomeadamente a capacidade de “traduzir ciência para diferentes públicos e gerir dinâmicas de grupo”.
Num contexto em que a promoção de hábitos alimentares saudáveis continua a ser um desafio, iniciativas como o ‘Alimentação Divertida’ demonstram que a criatividade e a participação ativa podem desempenhar um papel determinante na mudança de comportamentos desde cedo.




