
Sabemos hoje que o investimento nos primeiros anos de vida é determinante para construir uma sociedade equitativa, humanizada e próspera. Garantir qualidade de vida a bebés e crianças significa acesso a condições que assegurem saúde, desenvolvimento, aprendizagem e bem-estar. Mas estará Portugal a investir o suficiente nos primeiros anos de vida?
Esta é uma das questões centrais da conferência ‘Em Rede pelos Primeiros Anos‘, que se realiza no próximo dia 30 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no âmbito das comemorações dos 75 anos da Fundação Bom Sucesso. A iniciativa com Alto Patrocínio da Presidência da República reúne especialistas nacionais e internacionais para debater alguns dos desafios mais relevantes para o futuro das crianças e das famílias: parentalidade, desenvolvimento infantil, qualidade da educação, saúde mental, desigualdades e políticas públicas para a infância.
Entre os oradores destacam-se Daniel Sampaio, psiquiatra, que abordará os desafios da parentalidade e das relações familiares, Alexandre Castro Caldas, neurologista, que partilhará o contributo das neurociências para compreender a importância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento humano, e Ana Teresa Brito, professora com agregação no ISPA, que abordará o tema da qualidade em educação de infância, explica a organização em comunicado.
Outro dos momentos centrais será dedicado ao custo económico e social de não investir na infância, com a participação de Miguel Herdade, da Fundação Jerónimo Martins, Madalena Lopo Tuna, diretora de Serviço de Pediatria e Neonatologia da ULS Lisboa Ocidental, e Paulo Guerra, juiz desembargador. Em discussão estarão as consequências de não garantir oportunidades de desenvolvimento desde o nascimento e os benefícios de políticas de intervenção precoce.
A programação inclui ainda uma reflexão sobre o roteiro das políticas públicas de proximidade, tendo em vista a promoção da equidade no acesso e da qualidade de vida das crianças e das famílias.
A conferência contará ainda com um representante da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, referência no Brasil na promoção da primeira infância, para uma reflexão sobre o lugar da criança na sociedade contemporânea.




