Cortar nos hidratos de carbono pode limitar o crescimento de células cancerígenas 570

Um estudo, publicado na revista cientifica Neurology, indica que cortar no consumo de hidratos de carbono e de açúcar pode ajudar a limitar o crescimento de células cancerígenas.

A investigação, denominada por “Feasibility and Biological Activity of a Ketogenic/Intermittent-Fasting Diet in Patients With Glioma“, é da autoria de Karisa Schreck, Fang-Chi Hsu, Adam Berrington, Bobbie Henry-Barron, Diane Vizthum, Lindsay Blair, Eric Kossoff, Linda Easter, Christopher Whitlow, Peter Barker, Mackenzie Cervenka, Jaishri Blakeley e Roy Strowd.

Este estudo teve como objetivo “examinar a viabilidade, segurança, atividade biológica sistêmica e atividade cerebral de uma intervenção dietética cetogénica em pacientes com glioma”.

O estudo não foi criado para determinar se a dieta poderia reduzir o crescimento do tumor ou aumentar a probabilidade de sobreviver, mas sim para se saber se a dieta não tinha efeitos secundários prejudiciais.

Para isso, analisaram 25 participantes que tinham completado radioterapia e quimioterapia e seguiam um tipo de dieta cetogénica, a dieta Atkins, alternada com jejum intermitente, durante oito semanas.

Cinco dias por semana, os pacientes seguiram a dieta. Nos outros dois, fizeram jejum e consumiram apenas 20% da quantidade calórica recomendada para consumo diário.

Os pacientes encontraram-se com um dietista no início do estudo e a cada duas semanas.

Dos 25 participantes, 21 concluíram o estudo e 48% seguiram a dieta à risca. No entanto, testes de urina mostraram que 80% chegou ao nível em que o corpo estava a usar gordura e proteína para ter energia, em vez dos hidratos de carbono. Um dos participantes sofreu efeitos secundários que podem estar associados à dieta.

“As células cancerígenas dependem da glucose para se dividirem e crescerem. Como a dieta cetogénica é baixa em açúcar, o corpo muda o que usa para energia – em vez de hidratos de carbono, usa aquilo a que se chama cetonas. As células cerebrais normais podem sobreviver com as cetonas, mas a teoria é de que as células cancerígenas não podem usar cetonas para energia”, indica o estudo.

No fim do estudo, as mudanças no metabolismo eram óbvias, com a redução dos níveis de insulina e de gordura. Exames mostraram também mudanças nos metabólitos do cérebro e um aumento da concentração de cetonas.

Segundo a investigação, uma dieta cetogénica, com grande redução nos hidratos de carbono, altos níveis de gorduras saudáveis e proteína moderada, não acarreta riscos para pacientes com tumores chamados astrocitomas.

Os investigadores defendem mais estudos para determinar se esta dieta pode prevenir o crescimento de tumores e ajudar as pessoas a viver mais tempo

Pode consultar o estudo aqui.

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