Bruxelas recomenda monitorização de composto potencialmente tóxico nos tremoços

A Comissão Europeia recomendou aos Estados-membros que monitorizem a presença de alcaloides quinolizidínicos, um composto natural que pode ser tóxico, nos tremoços e nos seus produtos derivados, anunciou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

A recomendação de Bruxelas surge após as preocupações identificadas pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), que alertou para potenciais riscos para a saúde associados à presença destes compostos nos alimentos.

“Os alcaloides quinolizidínicos são compostos naturais presentes no tremoço, que podem ter efeitos tóxicos quando ingeridos em quantidades elevadas. A EFSA identificou uma dose de referência para efeitos agudos (0,16 mg/kg de peso corporal), mas sublinhou a insuficiência de dados para avaliar adequadamente os riscos decorrentes da exposição crónica”, explicou a DGAV, citada pela Lusa.

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No entanto, ressalvou que face à limitação de informação disponível não é possível fazer uma caracterização completa do risco.

Ainda assim, concluiu que poderá haver um impacto para determinados grupos de consumidores.

A Comissão Europeia recomendou assim aos Estados-membros a recolha sistemática de dados para monitorizar os níveis deste composto em tremoços e produtos derivados, a identificação de fatores que contribuam para níveis elevados desta substância, bem como a avaliação do impacto dos processos de transformação alimentar na sua concentração.

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Esta recomendação abrange não só os tremoços, mas também, entre outros, sementes secas de tremoço, farinha de tremoço, tremoço em conserva e produtos de panificação que contenham este ingrediente.