Programa Mais Valor em Saúde distingue quatro ULS 561

As Unidades Locais de Saúde (ULS) Gaia Espinho, Santa Maria, Litoral Alentejano e São José são as vencedoras da 3.ª edição das Bolsas Mais Valor em Saúde, que apoiam projetos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os vencedores, anunciados esta terça-feira, apresentaram projetos para usar a prática clínica regular como fonte de dados para suportar acordos de partilha de riscos (Gaia e Espinho), criar um serviço de urgência específico para idosos (Santa Maria), um programa assistencial integrado para pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (Litoral Alentejano) e um centro de telessaúde (São José).

As bolsas “Mais Valor em Saúde” pretendem apoiar a concretização de projetos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde que visem introduzir alterações para melhorar os resultados clínicos, a satisfação dos doentes e a afetação de recursos.

Este ano foram submetidas 12 candidaturas de norte a sul do país e selecionados quatro projetos, um de cada área – Criação de nova tipologia de cuidados; Medição de resultados com foco no doente; Integração de cuidados e Financiamento e partilha de risco.

Aos projetos vencedores serão atribuídas bolsas no valor individual de 50.000 euros, em horas de apoio especializado à execução de cada projeto vencedor a prestar pelos parceiros Exigo e IASIST. As bolsas contam com o apoio institucional da Ordem dos Enfermeiros, da Ordem dos Farmacêuticos e da Ordem dos Médicos.

Na descrição da candidatura, a ULS de Gaia e Espinho explica que assumiu o desafio de transformar a sua prática clínica habitual em clínicas multidisciplinares baseadas em valor, “utilizando dados estruturados que capturam o valor dos cuidados prestados numa ótica 360º”, cita a Lusa.

“Esta abordagem promove uma prática clínica com maior eficiência operacional e financeira, baseada em práticas de ‘Value-Based Healthcare’”, explica a ULS Gaia Espinho, que vai envolver no projeto mais de 2.000 doentes em áreas clínicas desde a oncologia à infecciologia.

No caso da ULS de Santa Maria, a entidade recorda os dados do Eurostat que preveem que a população de idosos entre os 75 e os 84 anos aumente cerca de 56% até 2050, passando para 2,1 mil milhões, sublinhando que um dos setores mais fustigados por esta realidade demográfica é o da saúde.

Lembra que os serviços de urgência são a porta de entrada no sistema de saúde e, inevitavelmente, são locais sobrelotados, alertando que a maior permanência nestes serviços dos doentes mais idosos, mais frágeis e com diversas doenças aumenta a probabilidade de internamento, acarretando custos acrescidos ao sistema.

Este projeto pretende criar serviços de atendimento urgente próprios para estes doentes, com uma equipa treinada e dedicada aos cuidados de emergência para idosos.

O projeto da ULS do Litoral Alentejano – Programa Assistencial Integrado CONSIGO – procura aliar de forma integrada diversas abordagens complementares à pessoa com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), desenvolvendo um percurso assistencial integrado da pessoa com multimorbilidade e um programa de reabilitação respiratória, assim como a telessaúde e um programa de gestão de caso.

Já o projeto da ULS de São José prevê criar o centro de telessaúde – ATENTO, numa estratégia para disponibilizar a chamada saúde à distância a doentes crónicos complexos que são acompanhados pelos diferentes serviços e consultas do Centro Hospitalar e Universitário Lisboa Central (CHULC).

Os projetos submetidos nesta edição foram avaliados por um júri presidido pela antiga ministra da Saúde Maria de Belém Roseira e que conta com Pedro Pita Barros, economista da Saúde, Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Tamara Milagre, presidente da Associação EVITA, e José Fragata, codiretor do Centro do Coração no Hospital da CUF Tejo.

O Programa Mais Valor em Saúde – Vidas que Valem, é uma parceria APAH, Exigo, Gilead Sciences e IASIST, com a Altice como parceiro tecnológico.

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