INSA divulga trabalho sobre Alimentos Funcionais 437

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do seu Departamento de Alimentação e Nutrição, realizou um trabalho denominado por “Perceção e hábitos de consumo relativamente a alimentos funcionais”, com o objetivo de avaliar a perceção do consumidor e os seus hábitos de consumo relativamente aos alimentos funcionais.

Segundo a European Commission Concerted Action on Functional Food Science in Europe (FUFOSE) um alimento funcional é “um alimento que afeta, de forma benéfica, uma ou mais funções específicas no organismo, para além dos efeitos nutricionais adequados, de maneira a ser relevante para a melhoria do estado de saúde e bem-estar e/ou redução do risco de doença. É consumido como parte de um padrão alimentar adequado e não é um comprimido, cápsula ou qualquer forma de suplemento alimentar”.

“Estes alimentos contêm ingredientes funcionais que podem contribuir para melhorar a saúde e bem-estar dos indivíduos, e reduzir o risco ou retardar a progressão de certo tipo de doenças, como por exemplo, doenças cardiovasculares, cancro, osteoporose e obesidade. Esses ingredientes apresentam atividades biológicas e podem ser probióticos, prebióticos, vitaminas, minerais, ácidos gordos, fitoquímicos, fibra, entre outros”, explica o trabalho.

Os resultados, deste questionário que foi realizado online, mostram que a maioria da população inquirida tem conhecimento da existência de alimentos com atributos adicionais positivos para a saúde, mas apenas uma parte está familiarizada com o conceito “alimento funcional”.

“Oitenta e sete por cento (87%) da população inquirida referiu saber que existem alimentos com atributos adicionais e efeitos positivos na saúde e bem-estar, no entanto, só 58% diz saber o que são alimentos funcionais. Dos 87%, 80% refere já ter consumido este tipo de alimentos, e 31% refere uma frequência de consumo de 1-3 vezes por semana. A maioria dos inquiridos (85%) consome estes alimentos devido aos seus benefícios para a saúde e 67% confessam que preferem estes alimentos em detrimento dos outros. No que diz respeito à eficácia destes alimentos, 46% acreditam que são razoavelmente eficazes, 44% acham que são eficazes e apenas 1% acredita não serem nada eficazes”, indica o trabalho realizado.

O artigo de Mafalda Alexandra Silva, Tânia Gonçalves Albuquerque, M Beatriz PP Oliveira, Rita C Alves e Helena Soares Costa, foi publicado no Boletim Epidemiológico Observações, publicação científica periódica editada pelo Instituto Ricardo Jorge.

Pode consultar o estudo aqui.

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