Há um português no cruzeiro onde morreram três pessoas com síndrome respiratória aguda 88

Um cidadão português está a bordo do cruzeiro Hondius em que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), morreram três pessoas na sequência de uma síndrome respiratória aguda, disse hoje à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com a mesma fonte, o cidadão português é membro da tripulação e, até ao momento, não requereu nenhum pedido de ajuda diplomática.

“A informação que temos, até ao momento, é de que o cidadão português se encontra bem“, garantiu a fonte do MNE, por telefone, à Lusa.

O Ministério da Saúde de Cabo Verde informou hoje que três pessoas apresentam sintomas, mas estão estáveis, a bordo do navio de cruzeiro Hondius.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que pelo menos um caso de hantavírus, um grupo de vírus raro, associado sobretudo a roedores, foi confirmado em laboratório.

SNS 24 emitiu cerca de 1,5 milhões de autodeclarações de doença em três anos

“A embarcação transporta 147 pessoas, entre passageiros e tripulação” e, “deste total, três pessoas apresentam sintomas e foram devidamente avaliadas e assistidas por uma equipa de saúde, encontrando-se atualmente clinicamente estáveis“, detalhou o ministério, em comunicado, sobre a situação a bordo.

O barco com pessoas de várias nacionalidades – estando agora a portuguesa também confirmada – permanece parado à entrada do porto da Praia, sem autorização para desembarque e a receber assistência por pessoal vestido com fatos de proteção integral.

Uma articulação internacional “tem permitido uma resposta célere, segura e tecnicamente adequada, garantindo o acompanhamento clínico dos doentes e a preparação de todas as medidas de precaução necessárias, incluindo uma possível evacuação sanitária por via aérea através de avião ambulância dos pacientes em seguimento”, indicou.

O Ministério da Saúde assegurou ainda que “a situação está sob controlo, não existindo, até ao momento, qualquer risco para a população em terra“.

Segundo o documento, foi seguido “o Regulamento Sanitário Internacional, com o objetivo de proteger a saúde pública”.

Crianças com apetite “emocional” correm risco de ter pior saúde

O trabalho está a ser coordenado entre as estruturas de saúde, portuárias, com o suporte da OMS e em ligação com as autoridades dos Países Baixos, de onde é originário o navio, e do Reino Unido, país de origem de pelo menos uma das pessoas afetadas.

O navio de cruzeiro holandês Hondius entrou nas águas de Cabo Verde no domingo e as autoridades sanitárias do arquipélago acompanham-no após notificação internacional de um surto de doença respiratória a bordo, com ocorrência de casos graves e óbitos.

A embarcação fazia a ligação entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias.

Segundo informação transmitida às autoridades cabo-verdianas, o navio esteve no Atlântico Sul a visitar diversas ilhas para turismo de observação da vida selvagem.

Insuficiência placentária associada a problemas de memória alguns anos após parto

Em declarações à Associated Press (AP), a Oceanwide Expeditions, empresa responsável pelo cruzeiro, informou que o corpo da terceira vítima ainda se encontrava a bordo do navio em Cabo Verde e que a sua prioridade era garantir que dois tripulantes que estão doentes recebiam assistência médica.