Gelatinas vegetais ajudam na redução do colesterol 0 290

Um estudo realizado por uma equipa de investigadores do Instituto Politécnico de Coimbra comprovou que as gelatinas vegetais que contêm carragenina, um gelificante extraído de algas vermelhas marinhas, reduzem os níveis de colesterol quando aliadas a uma alimentação equilibrada e à prática de exercício físico.

Para saber se a introdução de alimentos que tivessem na sua composição a carragenina E407, poderia reduzir os níveis de colesterol total (CT), colesterol HDL, colesterol LDL e triglicerídeos (TG), os investigadores analisaram 42 indivíduos que foram divididos em 2 grupos.

O primeiro grupo, composto por 30 pessoas (80% mulheres e 20% homens), consumiu diariamente uma porção (100 ml) de gelatinas vegetais por um período de 60 dias e metade destes aderiu à Dieta Mediterrânica (DM). Já o segundo grupo,de 12 participantes (67% mulheres e 33% de homens), consumiu diariamente uma porção dessas gelatinas durante 30 dias, tendo oito dessas pessoas aderido à DM.

Todos os participantes no estudo foram submetidos a três avaliações, com análises ao sangue, para que fosse possível perceber a relação entre o consumo de gelatinas vegetais e a alteração dos níveis de colesterol.

No final, observou-se uma diminuição significativa na concentração de CT e HDL‐C nos dois períodos (60 e 30 dias). Na amostra de 60 dias, foi também detetada uma redução nos níveis de CT e LDL‐C nas mulheres, tendo em conta a avaliação da distribuição por género.

Quanto aos níveis de CT, estes diminuíram 7,6% após 30 dias e 5,3% após 60 dias. Relativamente à concentração de HDL‐C, houve uma diminuição em 8,6% e 4,6% depois de 30 e 60 dias, respetivamente. Nos níveis de LDL‐C após 60 dias, observou-se uma tendência para a sua redução, evidenciada no sexo feminino.

Os investigadores concluíram, assim, que a carragenina é um potencial bioativo na diminuição dos níveis totais de colesterol, independentemente de se fazer uma Dieta Mediterrânica. A ingestão desta gelatina pode, por isso, segundo o estudo, ser considerada uma boa prática para a proteção contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

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