Estudo: Pais com filhos com excesso de peso estão satisfeitos com a silhueta das crianças 458

Um estudo realizado pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), concluiu que 74% dos que tinham filhos com excesso de peso estavam satisfeitos com a silhueta das crianças.

A investigação, denominada por “Parents’ perceptions and dissatisfaction with child silhouette: associated factors among 7-year-old children of the Generation XXI birth cohort“, é da autoria de Sarah Warkentin, Ana Henriques e Andreia Oliveira e foi publicada na revista Eating and Weight Disorders – Studies on Anorexia, Bulimia and Obesity contou.

Este trabalho teve como objetivo comparar a silhueta da criança percebida pelos pais e verificar o seu nível de satisfação.

O estudo incluiu 4930 mães e 1840 pais que avaliaram a silhueta dos seus filhos aos 7 anos de idade. Aos pais das crianças foi pedido que olhassem para um conjunto de silhuetas com tamanhos corporais diferentes e assinalassem a atual silhueta do filho (de acordo com a sua perceção) e que indicassem também a silhueta que desejavam para a criança. Paralelamente, foi avaliada a perceção que os pais têm da sua própria imagem corporal.

Dos mais de 6.000 pais, 35,7% tinham filhos com excesso de peso, ou seja, o equivalente a 1.759 crianças.

Foram analisados o peso e a estatura das crianças e explorados vários fatores que poderiam estar associados à insatisfação dos pais para com a silhueta dos filhos.

A investigação constatou que as mães ficaram mais insatisfeitas com a silhueta dos filhos, em comparação aos pais, em todas as categorias de peso. Verificou-se que as mães são quase três vezes mais insatisfeitas com a imagem corporal das suas filhas do que os pais.

Contudo, ambos preferem mais frequentemente que as raparigas tenham uma silhueta mais delgada, comparativamente com os rapazes, associados a uma silhueta mais encorpada.

Cerca de 36% das mães e 31% dos pais que tinham filhos com um peso normal para a idade e o sexo, desejavam uma silhueta maior para as suas crianças.

As mães mais jovens, com menos de 30 anos e menos escolarizadas (menos do 12º ano) mostraram-se mais insatisfeitas com a silhueta de seus filhos, preferindo crianças mais pesadas, independentemente de estes serem raparigas ou rapazes.

Observou-se também que há uma maior probabilidade de as mães que tiveram filhos com baixo peso ao nascimento desejarem uma silhueta maior para as crianças, o que “está em linha com outros estudos, que demonstraram haver uma maior preocupação com o ganho de peso destas crianças, durante a infância”.

Já os pais insatisfeitos com a sua própria imagem corporal tendem igualmente a estar mais insatisfeitos com a silhueta dos seus filhos. Tanto pais como mães que preferiam uma silhueta diferente da que tinham (seja mais delgada ou encorpada) mostraram maior insatisfação para com a imagem corporal dos seus filhos.

Cerca de 75% dos que tinham filhos com excesso de peso estavam satisfeitos com a silhueta das crianças.

Pode consultar o estudo do ISPUP aqui.

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