Estudo: Obesidade da mãe antes da gravidez pode determinar obesidade da criança 672

De acordo com um estudo internacional que contou com a participação do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), os filhos cujas mães tinham excesso de peso ou obesidade antes do início da gravidez, estão em maior risco de desenvolverem esta condição ao longo da infância.

O estudo foi publicado na revista PLOS Medicine, com o título “Maternal body mass index, gestational weight gain, and the risk of overweight and obesity across childhood: An individual participant data meta-analysis“, foi liderado pela Erasmus University Medical Center, em Roterdão.

Este trabalho analisou cerca de 162 mil mães, pertencentes a 37 coortes de nascimento da Europa, América do Norte e Austrália. Portugal participou no trabalho com dados da coorte Geração XXI.

O estudo analisou o impacto da gordura corporal da mãe, tanto a nível do índice de massa corporal antes do início da gravidez como o do peso ganho durante a gestação, no desenvolvimento de obesidade na criança.

Verificou-se que apesar de o peso adquirido durante a gravidez ter um impacto no peso da criança, este impacto é muito menor quando comparado com o índice de massa corporal materno antes da gestação.

Os investigadores mostraram que a associação entre a adiposidade da mãe antes da gravidez e o desenvolvimento de obesidade na criança vai aumentando com o decorrer da infância, sendo mais forte a partir dos 10 anos de idade. Na adolescência consegue ver-se este impacto de uma forma mais evidente.

A investigação analisou ainda qual era a proporção de casos de obesidade na infância que eram atribuíveis ao facto de a mãe ter excesso de peso ou obesidade. Verificou-se que entre 22 a 42% dos casos de excesso de peso e obesidade infantil eram atribuíveis ao excesso de peso e à obesidade materna.

Pode consultar o estudo aqui.

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