Estudo: 80% já consumiu alimentos funcionais 539

De acordo com um estudo publicado no Boletim Epidemiológico Observações do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), denominado por “Perceção e hábitos de consumo relativamente a alimentos funcionais”, 87% afirmam saber que existem alimentos com efeitos mais significativos na saúde e bem-estar, no entanto, só 58% disseram saber o que são alimentos funcionais.

O estudo da autoria Mafalda Alexandra Silva, Tânia Gonçalves Albuquerque, M. Beatriz P.P. Oliveira, Rita C. Alves e Helena Soares Costa foi publicado na publicação de janeiro-abril de 2020.

Este trabalho apresenta os resultados de um inquérito que avaliou a perceção do consumidor e os seus hábitos de consumo relativamente a alimentos funcionais.

Foram inquiridos 233 indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e os 77 anos. Destes 73% pertenciam ao género feminino e 27% ao género masculino, com 68% dos inquiridos a terem formação superior, e desses, 21% tinham formação na área da saúde.

Dos inquiridos, 87% afirmam saber que existem alimentos com efeitos mais significativos na saúde e bem-estar, no entanto, só 58% disseram saber o que são alimentos funcionais. Dos 87%, 80% refere já ter consumido este tipo de alimentos, e 31% refere uma frequência de consumo de 1-3 vezes por semana.

No que diz respeito à eficácia destes alimentos, 46% acreditam que são razoavelmente eficazes, 44% acham que são eficazes e apenas 1% acredita não serem nada eficazes.

Relativamente aos fatores que influenciam a escolha aquando da sua compra, 87% dizem ser o benefício para a saúde, 27% o preço, 10% por sugestão de amigos/familiares, 7% a marca, 3% a embalagem e 2% a publicidade.

Em relação às categorias de alimentos onde podem ser incluídos os alimentos funcionais, os iogurtes com 69%, os cereais com 62% e os leites com 38% são os mais reconhecidos pelos inquiridos.

A maioria da população inquirida (97%) considera necessário melhorar o nível de informação relativa a este tipo de alimentos, apontando as campanhas de informação, criação de símbolos para a rápida identificação do produto/benefício, educação nas escolas e melhoria da informação dos rótulos das embalagens, como algumas das medidas necessárias.

Pode consultar o estudo aqui.

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