A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra e a Organização Mundial de Saúde (OMS) assinaram esta terça-feira (14) uma carta de intenções com vista à criação de um Centro Colaborador dedicado a cuidados integrados ao longo do ciclo de vida.
A assinatura da carta de intenções, que decorreu em Coimbra, foi feita também com a Universidade de Coimbra e com o Centro Académico Clínico de Coimbra, parceiros institucionais do projeto, numa cerimónia que contou com a presença do diretor europeu da OMS, Hans Kluge, e da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Para o presidente da ULS de Coimbra, Francisco Maio Matos, a criação de um centro colaborador da OMS em Coimbra não é apenas “uma parceria institucional”, mas o reconhecimento internacional de uma visão “de saúde integrada, baseada na evidência, orientada para a criação de valor e centrada nas pessoas”, cita a agência Lusa.
“A partir de agora, vamos começar a desenvolver iniciativas que visam ser referência na integração de cuidados”, disse o responsável, referindo que será feita uma “avaliação pormenorizada e transacional dos percursos assistenciais integrados, desde os cuidados de saúde primários até aos hospitalares”, disse.
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No âmbito da criação do centro, haverá projetos que procuram fundamentar “decisões baseadas em dados”, numa perspetiva de rede com municípios.
Depois de ser criada uma rede e serem definidos indicadores que serão medidos, haverá um processo de confirmação como centro de referência na área dos cuidados integrados, aclarou.
Segundo Francisco Maio Matos, o objetivo é, a médio longo prazo, obter “resultados de saúde que façam a diferença para as populações e para as comunidades”.
Além dessa carta de princípios, no encontro, que decorreu no Convento São Francisco, foram assinados outros acordos, nomeadamente uma carta para a saúde assinada por 24 municípios e memorandos de entendimento com entidades internacionais.
Nova maternidade para breve
A ministra da Saúde afirmou que o Governo está comprometido em avançar “brevemente” com a nova maternidade de Coimbra, mas recusou-se a avançar com data para lançamento do concurso público.
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“O compromisso está assumido, já foi assumido pelo Governo, pelo senhor primeiro-ministro, está no programa do Governo e penso que brevemente conseguiremos iniciar”, afirmou Ana Paula Martins, que falava aos jornalistas no final da cerimónia.
A ministra afirmou estar “bastante confiante e otimista relativamente ao início deste projeto, ainda durante o ano de 2026”, salientando a importância de concretizar uma obra há muito reclamada na região.
Questionada sobre se o concurso público para o lançamento da empreitada seria ainda lançado este ano, Ana Paula Martins escusou-se a avançar com uma data, mas vincou que há um compromisso de o processo avançar “o mais depressa possível”.
“Os senhores jornalistas habitualmente fazem o vosso trabalho e perguntam-me uma data e eu faço o meu e não dou uma data. Mas isso não é porque haja nenhuma questão em relação à data em si”, disse.
De acordo com a responsável, ainda há questões administrativas que têm de ser “resolvidas e enquadradas”, nomeadamente o escalonamento da despesa, assim como as autorizações necessárias para se “iniciar o processo”.
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“A maternidade não se vai construir de um dia para o outro. O que nós queremos é que corra muito bem, mas queremos, acima de tudo, naturalmente, começar o mais depressa possível, porque sabemos que isto é muito importante para os cidadãos verem que as coisas estão a acontecer e para os profissionais, acima de tudo, que nunca desistiram, nunca fecharam a porta”, salientou.
A nova maternidade, que será construída no perímetro dos Hospitais da Universidade de Coimbra, irá substituir as duas maternidades atualmente existentes na cidade.
Ao longo dos anos, este projeto sofreu vários atrasos (em 2021, chegou a ser apontada a sua inauguração para 2024, e, em 2023, esperava-se que o concurso pudesse ser lançado no primeiro trimestre de 2024).
No Orçamento do Estado para 2025 já havia verba reservada para a empreitada, mas o concurso não foi lançado.




