Carne, leite e ovos são fontes essenciais de nutrientes para grupos vulneráveis 1657

A carne, o leite e os ovos são “fontes essenciais de nutrientes”, em particular para os grupos vulneráveis, mostra um novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O estudo “Contribuição de alimentos de origem animal terrestre para dietas saudáveis para melhorar a nutrição e os resultados de Saúde” (tradução livre), baseado em mais de 500 artigos científicos cerca de 250 documentos políticos, revela que estes alimentos são particularmente vitais nos principais estágios da vida, “como a gravidez e lactação, infância, adolescência e velhice”.

De acordo com os dados recolhidos pela FAO, estes alimentos fornecem uma variedade de macronutrientes tais como as proteínas, gorduras e carboidratos e micronutrientes que “são difíceis de obter através de alimentos à base de plantas na qualidade e quantidade necessárias”. Alimentos de animais representam “funções essenciais de Saúde e desenvolvimento”, em particular de “proteína de alta qualidade, vários ácidos graxos essenciais, ferro, cálcio, zinco, selénio, vitamina B12, colina e compostos bioativos como carnitina, creatina e taurina”.

Se contidos numa dieta adequada, “os alimentos de origem animal podem ajudar a atingir as metas nutricionais endossadas pela Assembleia Mundial da Saúde e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados com a redução do retardo de crescimento, emagrecimento entre crianças menores de cinco anos de idade, baixo peso à nascença, anemia em mulheres em idade reprodutiva, obesidade e doenças não transmissíveis.

O relatório explica que o consumo de carne vermelha processada, mesmo que em baixas quantidades, pode aumentar o risco de mortalidade e de doenças crónicas, onde se incluem as doenças cardiovasculares e o cancro colorretal. Já o consumo de carne vermelha não processada em quantidades moderadas (entre 9 e 71 gramas por dia) pode ter um risco mínimo, “mas é considerado seguro” no que diz respeito às doenças crónicas.

Aceda ao estudo completo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura aqui.

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