INSA publica trabalho sobre substitutos vegetarianos da carne como fontes de vitaminas do grupo B 478

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do seu Departamento de Alimentação e Nutrição, realizou um trabalho denominado por “Substitutos vegetarianos da carne em receitas tradicionais como fontes de vitaminas do grupo B”, com o objetivo de avaliar algumas variedades de leguminosas consumidas em Portugal, como fontes de quatro vitaminas do grupo B: tiamina (B1), riboflavina (B2), niacina (B3) e piridoxina (B6).

Este estudo ficou a cargo de Cristina Flores, Tânia Gonçalves Albuquerque, Mariana Santos e Isabel Castanheira, e foi publicado no Boletim Epidemiológico Observações, publicação científica do INSA.

O trabalho estudou algumas variedades de leguminosas consumidas em Portugal, tais como favas, ervilhas, grão-de-bico e feijão.

De acordo com os resultados estas leguminosas poderão ter um contributo importante para a ingestão destas vitaminas.

No caso da tiamina (B1), o estudo indica que “os valores encontrados são, em todas as variedades, superiores a 30% do valor de referência, sendo de realçar o feijão-preto onde cada 100g poderá contribuir para a ingestão de 87% do valor de referência no caso dos homens e de 107% nas mulheres”.

No caso da riboflavina (B2) e da piridoxina (B6), este trabalho indica que “as ervilhas são a única leguminosa avaliada com valores inferiores a 10% do valor de referência por 100g. Nas outras leguminosas, os contributos médios estão entre 10% e 16%; e entre 14% e 31%, para a riboflavina (B2) e piridoxina (B6), respetivamente”.

Já no que respeita à niacina (B3), “feijão-branco é a variedade que menos contribui para a ingestão de niacina (B3) com valores inferiores a 5%, sendo o feijão-preto o que apresenta o teor mais elevado desta vitamina, podendo contribuir com 31% do valor de referência indicado para as mulheres”.

Pode consultar o trabalho completo aqui.

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