Estudo: Não tomar o pequeno-almoço associado a maior risco de depressão 621

De acordo com um estudo denominado por “Breakfast consumption and the risk of depressive symptoms: The Furukawa Nutrition and Health Study, publicado na revista cientifica Psychiatry Research, não tomar o pequeno-almoço está associado a um maior risco de sintomas de depressão.

Este estudo procurou investigar a relação entre tomar o pequeno-almoço e os sintomas depressivos ao longo do tempo.

Para isso, trabalhadores de uma fábrica no Japão preencheram dois questionários, dos quais foram analisados dados de 716 participantes, com idades entre os 19 e os 68 anos, sem sintomas depressivos.

Todos os participantes foram seguidos durante os 3 anos em que durou a pesquisa, seguindo a Escala de Depressão do Center for Epidemiologic Studies .

No questionário, os trabalhadores responderam com que frequência semanal tomavam o pequeno-almoço. Foram também tidos em consideração outros fatores relacionados com o estilo de vida.

Constatou-se que os participantes que tomavam o café da manhã pelo menos uma vez por semana tiveram um aumento de sintomas depressivos em comparação com aqueles que tomavam o café da manhã todos os dias. Assim sendo, quanto menor a frequência com que tomavam esta refeição, maior era o risco de sintomas depressivos.

De acordo com o estudo, o pequeno-almoço pode proteger contra sintomas depressivos diminuindo os níveis de cortisol no corpo, assim como ajuda na regulação do ritmo circadiano.

Lembrar que segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão é um dos principais problemas de saúde no mundo desenvolvido. Estima-se que 1 em cada 4 mulheres e 1 em cada 10 homens possam ter crises de depressão em alguma fase da sua vida e as crianças também podem ser afetadas. A depressão pode levar a uma produtividade reduzida no trabalho, menor qualidade de vida e maior mortalidade.

Consulte o estudo aqui.

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