Dois terços das pessoas com diabetes apresentam fígado gordo 867

Segundo um estudo nacional realizado pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), cerca de dois terços das pessoas com diabetes tipo 2 em Portugal apresentam fígado gordo.

A análise referente a 2018, integrou 700 pessoas com diabetes que foi avaliada por elastografia, e concluiu que 2/3 dessas pessoas apresentavam fígado gordo. O mesmo estudo em 2014 apontava que mesmo em pessoas sem diabetes nem pré-diabetes, 1/3 dos indivíduos apresentavam fígado gordo.

Além de contribuir para agravar as complicações de saúde associadas à diabetes, o fígado gordo é um fator acelerador da doença em pessoas com pré-diabetes e mesmo em pessoas saudáveis.

Entre as pessoas com hepatite “gorda” assiste-se também ao surgimento da diabetes, afetando uma em cada três pessoas.

Dados dos EUA apontam para que as pessoas com fígado gordo e diabetes tenham um risco entre três a quatro vezes maior de desenvolver cirrose ou carcinoma hepático, face às pessoas com fígado gordo e sem diabetes.

O fígado gordo pode evoluir para fibrose, cirrose ou até cancro hepático. Daí a importância do diagnóstico precoce e do apoio estruturado à luta contra o excesso calórico alimentar e a obesidade. Em vez de se esperar por novos fármacos há que reforçar a capacidade de mudança de hábitos das pessoas com diabetes identificadas com fígado gordo.

A APDP é a associação de pessoas com diabetes mais antiga do mundo. Tem cerca de 15 mil associados, e desenvolve a sua atividade na luta contra a diabetes e no apoio à pessoa com esta doença.

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