O projeto MedDietMenus4Campus demonstrou que é possível integrar princípios da Dieta Mediterrânica em cantinas universitárias de forma viável, apelativa e bem aceite pelos estudantes. Ao longo dos três anos de projeto, foram desenvolvidos e implementados menus mediterrânicos em universidades de Portugal, Croácia e Turquia, acompanhados por estratégias de marketing social e materiais educativos.
A transição para a vida universitária é um período crítico. O afastamento da família e as novas rotinas levam muitos jovens a adotar hábitos alimentares inadequados. Em Portugal, estudos indicam que apenas 12,5% da população estudante mantém uma adesão elevada à Dieta Mediterrânica.
É neste contexto que surge o projeto, na esfera da Cooperação Transnacional – Parceria para a Investigação e Inovação na Região Mediterrânica (PRIMA), que envolve três países da União Europeia (Croácia, Portugal, Turquia), sendo financiado pelo Programa HORIZON 2020 e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Em Portugal o projeto é coordenado por quatro instituições de ensino superior: Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), Escola Superior de Saúde de Lisboa (IPL-ESSL), Instituto Português de Administração de Marketing Porto (IPAM) e ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.
Em Portugal, os resultados mostraram “uma aceitação globalmente positiva dos pratos implementados, particularmente ao nível do sabor, cheiro e aspeto visual, com a maioria das avaliações sensoriais entre 4 e 5 pontos (numa escala de 1 a 5)”, garantem o responsáveis em comunicado. Os estudantes demonstraram também “uma atitude positiva relativamente à integração destes pratos nas ementas das cantinas e disponibilidade para adotar princípios da Dieta Mediterrânica no dia a dia”.
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O projeto permitiu ainda perceber que fatores como o sabor, a familiaridade dos pratos e a forma como os alimentos “têm um papel determinante na escolha alimentar em contexto universitário”.
Em Portugal, verificou-se uma elevada aceitação dos pratos e uma atitude particularmente positiva em relação à integração da Dieta Mediterrânica nas cantinas universitárias. Na Turquia e na Croácia, embora a aceitação também tenha sido positiva, os resultados mostraram-se ligeiramente inferiores.
Um dos aspetos mais relevantes do projeto foi demonstrar que os estudantes estão recetivos a opções alimentares mais saudáveis e sustentáveis, desde que estas sejam sensorialmente apelativas, acessíveis e integradas de forma natural no contexto das cantinas.
O projeto permitiu desenvolver receitas, ferramentas práticas, materiais de comunicação e estratégias de implementação que “podem ser facilmente adaptados e replicados noutras instituições de ensino superior“. Além disso, “reforçou a importância das cantinas universitárias enquanto espaços privilegiados de promoção da saúde e de educação alimentar”.
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“Acreditamos que este projeto pode servir de referência para futuras intervenções em contexto universitário e contribuir para uma transformação gradual da oferta alimentar nas cantinas em Portugal, alinhando-a mais com os princípios da Dieta Mediterrânica e da sustentabilidade”, explica ainda a equipa.




