Vegans têm maior probabilidade de fraturar ossos do que quem come carne 564

De acordo com um estudo da Universidade de Oxford, publicado esta segunda-feira na revista BMC Medicine, as pessoas que cumprem um estilo alimentar vegano têm maior probabilidade de sofrer fraturas ósseas do que quem inclui carne e peixe na dieta.

O estudo denominado por “Vegetarian and vegan diets and risks of total and site-specific fractures: results from the prospective EPIC-Oxford study“, foi realizado por Tammy Y. N. Tong, Paul N. Appleby, Miranda E. G. Armstrong, Georgina K. Fensom, Anika Knuppel, Keren Papier, Aurora Perez-Cornago, Ruth C. Travis e Timothy J. Key.

Os resultados desta investigação são claros e mostram que as pessoas analisadas que não comiam carne tinham mais 43% de probabilidade de sofrer uma fratura óssea. Durante este estudo foram contabilizadas 3941 fraturas, sendo que a zona de maior risco para os vegans – 2,3 vezes superior – foi o quadril.

Estas diferenças de risco devem-se em parte ao IMC mais baixo e à menor ingestão de cálcio e proteína.

A investigação baseia-se em dados relativos a quase 55 mil pessoas, duas mil das quais vegan e 15 mil vegetarianas, que foram acompanhadas durante uma média de 18 anos.

As informações foram recolhidas num primeiro momento, entre 1993 e 2001 e, mais tarde numa fase de acompanhamento, em 2010.

Os participantes foram integrados em quatro grupos de dieta, onde 29.380 comiam carne, 8037 comiam peixe, 15.499 eram vegetarianos e 1982 eram veganos.

Os investigadores constataram 3941 fraturas totais, e, nas fraturas especificas foram verificadas 566 no braço, 889 no punho, 945 no quadril, 366 na perna, 520 no tornozelo, e 467 na clavícula, costela e vértebra.

Os resultados foram confirmados por meio de registos hospitalares ou declarações de óbito até meados de 2016.

Os investigadores defendem que as descobertas sugerem que a saúde óssea em vegans requer mais investigação, “especialmente de populações não europeias e contemporâneas para explorar a possível heterogeneidade por fatores como idade, sexo, estado da menopausa e IMC”, indica o estudo na sua conclusão.

Pode consultar o estudo aqui.

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