Top 5 das empresas do setor alimentar cresce 2% em volume de negócios

As indústrias alimentares em Portugal apresentam um perfil empresarial marcado pela predominância de empresas de menor dimensão, a par de uma elevada maturidade do tecido empresarial. Em 2025, os indicadores analisados revelam estabilidade na gestão dos prazos financeiros, enquanto os principais operadores do setor registaram um crescimento do volume de negócios e apresentam uma estrutura financeira sólida.

Os indicadores de gestão corrente mantiveram-se relativamente estáveis entre 2024 e 2025, refere a Iberinform. O prazo médio de recebimento aumentou ligeiramente, de 56 para 57 dias, enquanto o prazo médio de pagamento diminuiu de 66 para 64 dias.

Apesar desta evolução em sentidos opostos, as empresas continuam, em média, a receber antes de efetuarem os seus pagamentos. A diferença entre os dois indicadores passou de 10 dias em 2024 para sete dias em 2025.

No mesmo período, o volume de negócios agregado do setor aumentou de 16.647 milhões de euros para 17.304 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de cerca de 3,9%. Esta evolução foi acompanhada por uma redução da taxa de exportação, que passou de 20,9% para 19,9% do volume de negócios, menos um ponto percentual do que no ano anterior. Assim, o crescimento global da atividade ocorreu apesar da diminuição do peso relativo das exportações na faturação do setor.

Nem santos, nem vilões

A estrutura empresarial das indústrias alimentares continua a ser dominada pelos operadores de menor dimensão. As microempresas representam 74% do universo analisado e as pequenas empresas concentram 19%. As médias e grandes empresas correspondem, respetivamente, a 5% e 2% do total.

A antiguidade das empresas evidencia também a maturidade do setor. Cerca de 46% possuem mais de 15 anos de atividade, incluindo 29% que ultrapassam os 25 anos. Em sentido contrário, 9% das empresas têm até um ano de existência.

Do ponto de vista do risco empresarial, o perfil do setor é maioritariamente favorável. Cerca de 49% das empresas apresentam risco médio e 40% risco baixo, o que significa que 89% do universo analisado se encontra nestes dois níveis. As classificações de risco elevado e máximo representam apenas 11% das empresas, com 10% e 1%, respetivamente.

A distribuição territorial revela um setor relativamente disperso. Lisboa apresenta a maior concentração, com 17% das empresas, seguida do Porto, com 14%. Setúbal e Braga representam 7% cada e Aveiro 6%, enquanto os restantes distritos concentram, em conjunto, 49% das empresas analisadas.

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As cinco maiores empresas das indústrias alimentares registaram um volume de negócios agregado de 2.551 milhões de euros em 2025, face aos 2.498 milhões de euros em 2024, o que representa um crescimento de 2,12%.

Estas empresas apresentam uma autonomia financeira média de 61,13%, indicador que mede o peso dos capitais próprios no financiamento dos ativos. Este nível traduz uma estrutura financeira sólida, com uma menor dependência de capitais externos e maior capacidade para financiar a atividade através de recursos próprios.

De acordo com a classificação do Insight View, o Top 5 apresenta ainda um nível médio de risco baixo, reforçando o perfil de solidez financeira observado entre os principais operadores das indústrias alimentares.

Foram consideradas as empresas ativas classificadas com o CAE 10. Para a análise dos indicadores financeiros, foram apenas consideradas as empresas que já publicaram as contas anuais de 2025 e a comparação face a 2024 incidiu sobre o mesmo grupo de empresas.