Sociedade Portuguesa de Pneumologia e Associação Respira sensibilizam para a importância de “Viver Bem com DPOC” 121

No âmbito do Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que se assinala a 18 de novembro, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a Respira – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas, com o apoio da GSK – GlaxoSmithKline, realizam um evento virtual, com o objetivo de sensibilizar e informar sobre os fatores necessários para se “Viver Bem com DPOC”, alertando para o impacto que a poluição atmosférica pode ter no aparecimento de novos problemas respiratórios e no agravamento da situação de quem já vive com DPOC.

O evento terá lugar a 18 de novembro – Dia Mundial da DPOC – a partir das 17h30 e pode ser acompanhado nas páginas de Facebook da SPP e Facebook da Respira, bem como no website https://diamundialdpoc.vsmeeting.pt/.

A abertura do encontro está a cargo do Professor Carlos Robalo Cordeiro, Médico Pneumologista e Presidente eleito da European Respiratory Society (ERS), a maior sociedade científica europeia dedicada à investigação e formação em torno das patologias respiratórias, a que se seguirá uma conversa entre o Professor António Morais, Presidente da SPP, e a Dra. Isabel Saraiva, Presidente da Respira, sobre a situação atual dos doentes com DPOC em Portugal e os fatores críticos para se conseguir melhorar a qualidade de vida destas pessoas.

A poluição atmosférica tem um impacto considerável na qualidade de vida e saúde de todos nós: mais de 81 mil pessoas morrem prematuramente em Portugal, todos os anos, devido à exposição a poluentes, sendo que a maioria das mortes são causadas por partículas provenientes dos motores de combustão1. A Aliança Europeia de Saúde Pública calcula que a poluição do ar custe, em média, 809 euros a cada português1.
A Dra. Isabel Saraiva, Presidente da Respira, defende: “Neste ano tão atípico e penoso para as pessoas com doenças respiratórias crónicas, em que nos é vedado o convívio e socialização exterior, alertamos para o impacto das alterações climáticas nas pessoas que vivem com DPOC, uma vez que é uma ameaça contínua de longo prazo, em que é necessário agir e atuar hoje, para não comprometermos ainda mais o amanhã.”

“É fundamental garantir o tratamento personalizado de cada doente com DPOC. Uma abordagem terapêutica “one size fits all” não é desejável, uma vez que as necessidades de tratamento variam de caso para caso e transformam-se ao longo do tempo. Para se conseguir “Viver Bem com DPOC” é necessário controlar os sintomas e reduzir o risco de exacerbações”, considera o Professor António Morais, Presidente da SPP.

“As alterações climáticas e a poluição ambiental são uma das maiores preocupações globais no que diz respeito ao desenvolvimento e agravamento de doenças respiratórias. É algo que nunca é demais sensibilizar, especialmente numa altura em que a pandemia deixa pouco espaço para se discutir e alertar sobre todos os outros desafios que continuamos a ter de enfrentar para melhorar a saúde respiratória da nossa sociedade”, considera o Professor Carlos Robalo Cordeiro, Presidente da ERS.

A DPOC é uma patologia respiratória crónica, que se caracteriza pela diminuição do fluxo de oxigénio aos pulmões2. A maior parte dos casos são diagnosticados após os 40 anos e, apesar de o tabaco continuar a ser o principal fator de risco, a poluição atmosférica começa a gerar preocupação enquanto causa direta para o desenvolvimento de DPOC2.

Em Portugal, a DPOC, no ano de 2016, foi responsável por 2791 óbitos, segundo o relatório de 2018 do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR)3. Apesar de as estatísticas indicarem que cerca de 800 mil portugueses com mais de 40 anos tenham esta doença, em 2016 apenas 131.632 pessoas estavam referenciadas nos Centros de Saúde como tendo DPOC e, dessas, apenas 32,3% tinham o diagnóstico confirmado por espirometria, de acordo com o ONDR4.

Referências:
1. In “Poluição do ar custa em média 809 euros a cada português”. Disponível em: https://www.jn.pt/nacional/poluicao-do-ar-custa-em-media-809-euros-a-cada-portugues-12943980.html
2. In Apoio ao Doente. Disponível em: https://www.fundacaoportuguesadopulmao.org/apoio-ao-doente/dpoc#91 [Acedido pela última vez em: out 2020]
3. European Lung White Book. The cost of respiratory disease. Disponível em: http://www.erswhitebook.org/chapters/the-economic-burden-of-lung-disease/the-cost-of-respiratory-disease/ [Acedido pela última vez em: out 2020]
4. In Relatório de 2018 do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias. Disponível em: https://www.ondr.pt/files/Relatorio_ONDR_2018.pdf [Acedido pela última vez em: out 2020]

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