Projeto de investigação internacional apoiado pela UE visa melhorar o tratamento da obesidade e mudar a narrativa sobre a doença 152

A Novo Nordisk lidera o consórcio internacional de investigação público-privada “SOPHIA” (Estratificação de fenótipos de pessoas com obesidade para otimizar o tratamento desta doença no futuro) que acaba de ser lançado com o objetivo de melhorar a avaliação do risco de comorbilidades e o tratamento de pessoas com obesidade.

Vinte e nove parceiros internacionais, da sociedade civil, da academia e da indústria farmacêutica, uniram-se para compreender melhor a obesidade e otimizar o seu tratamento no futuro.

A obesidade é uma pandemia global que, atualmente, afeta cerca de 150 milhões de pessoas na Europa e 650 milhões de pessoas em todo o mundo. As complicações associadas à obesidade são comuns, mas ainda não é possível prever quais os doentes que vão desenvolver qualquer uma das 200 complicações conhecidas associadas à obesidade. Além disso, não há preditores suficientes para definir que doentes vão responder aos tratamentos da obesidade. O estudo SOPHIA vai identificar, caracterizar e estratificar clinicamente as subpopulações de doentes que vivem com obesidade, para definir atempadamente o tratamento certo para cada doente. O SOPHIA vai fornecer evidências baseadas na classificação de preditores para as complicações da obesidade e para a resposta ao tratamento da obesidade, enquanto identifica e traça modelos para o desenvolvimento sustentável de estratégias terapêuticas, que serão importantes para os doentes, sistemas de saúde, investigadores e clínicos.

“A nossa missão com o SOPHIA é permitir aos profissionais de saúde prever com confiança as complicações da obesidade e quais os doentes que vão responder ao tratamento”, afirma o Prof. Carel le Roux, coordenador do SOPHIA, médico endocrinologista no Diabetes Complications Research Centre at University College Dublin.

Marianne Ølholm Larsen Grønning, da Novo Nordisk, que lidera o projeto SOPHIA, defende que: “A obesidade é uma doença crónica, complexa e continuam a existir muitas coisas que não sabemos sobre a própria biologia da doença e como é que os tratamentos podem melhorar a vida dos doentes com obesidade. O SOPHIA é um passo muito importante que vai contribuir para compreender melhor a obesidade. A colaboração entre academia, indústria farmacêutica e associações traz a grande promessa de ser possível obter resultados fortes e únicos”.

A voz das pessoas que vivem com obesidade estará no centro do SOPHIA, através do Conselho Consultivo do Doente, que garantirá que as ideias, opiniões e desejos dos doentes sejam inseridos nos vários níveis do estudo. O grupo de investigação irá utilizar as conclusões para contribuir para uma narrativa mais equitativa e centrada no doente e sobre os múltiplos impactos da obesidade nos indivíduos, numa perspetiva social e clínica. Tudo começa com a obesidade como uma doença crónica, não apenas algo com que as pessoas escolhem viver. O SOPHIA recebeu um financiamento de 16 milhões de euros da Iniciativa sobre Medicamentos Inovadores (IMI) – uma iniciativa conjunta da Comissão Europeia e da Federação Europeia das Indústrias e Associações Farmacêuticas (EFPIA); JDRF (Type 1 Diabetes Research Funding and Advocacy); Coligação de Ação contra a Obesidade; e T1D Exchange.

Alguns dos métodos utilizados no projeto SOPHIA:
• Criação de uma base de dados;
• Realização de análises;
• Utilização de métodos qualitativos detalhados para identificar as perceções e perspetivas dos doentes sobre o diagnóstico e tratamento da obesidade.
• Encontrar um valor partilhado com todas as partes interessadas para garantir um melhor tratamento para as pessoas que vivem com obesidade.

O SOPHIA irá ainda estudar os resultados em saúde nas pessoas com obesidade que têm diabetes tipo 1. De acordo com o Dr. Sanjoy Dutta, Vice President of Research da JDRF , “com o poder estatístico proporcionado por uma tão vasta colaboração europeia, poderemos investigar a relação bidirecional entre obesidade e diabetes tipo 1 e, em última análise, sermos capazes de fazer previsões válidas sobre os resultados em saúde nesta população tradicionalmente subestimada. Uma vez que dados epidemiológicos recentes indicam que quase metade dos adultos com Diabetes tipo 1, em alguns países europeus, têm excesso de peso ou obesidade, é fundamental para a comunidade com diabetes tipo 1 que este desafio seja abordado”.

O projeto iniciou oficialmente a sua atividade na Europa a 1 de junho de 2020 e irá decorrer até 31 de maio de 2025. Os primeiros resultados deverão ser apresentados já em setembro de 2020.

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