INSA lidera estudo europeu para avaliar impacto da pandemia no estado nutricional infantil 203

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), anunciou que vai liderar um estudo europeu para avaliar o impacto da pandemia covid-19 no estado nutricional e no estilo de vida de crianças em idade escolar.

Esta iniciativa tem como intuito conhecer e compreender o impacto da pandemia nas rotinas diárias, bem-estar, hábitos e comportamentos alimentares, atividade física, variáveis socioeconómicas e perceção do estado nutricional de crianças em idade escolar, entre os 6 e os 10 anos), na Europa.

O anúncio foi feito durante a primeira “Conferência do Centro Colaborativo da Organização Mundial de Saúde em Nutrição e Obesidade Infantil”, após a apresentação dos resultados da 5ª ronda do estudo COSI Portugal, que aponta uma redução de 8,2 pontos percentuais na prevalência de excesso de peso em crianças dos seis aos oito anos em Portugal entre 2008 e 2019.

“Fizemos questão de apresentar uma série de resultados que temos neste relatório, uma vez que coincidem com dois anos do impacto da covid”, mas falta conhecer o seu “impacto no estado nutricional infantil”, indicou à agência Lusa, a investigadora Ana Rito.

A investigadora do INSA, vai assumir a condução científica da equipa europeia responsável pelo estudo, que vai ser coordenado pelo Gabinete Europeu da OMS para a Prevenção e Controlo de Doenças Crónicas Não-Transmissíveis.

O estudo vai ser implementado por um grupo de 30 países da rede COSI/OMS Europa durante o ano letivo de 2021/2022, com o objetivo de recolher dados válidos e comparáveis sobre o impacto da pandemia, com vista à possível identificação de grupos de risco vulneráveis aos efeitos da pandemia, permitindo informar e sustentar futuras intervenções e políticas de saúde pública.

“Neste momento, torna-se necessário avaliar o potencial impacto da pandemia no estado nutricional infantil, podendo esta situação ter conduzido ao agravamento do excesso de peso e obesidade na infância, suportado por mudanças no estilo de vida das crianças, onde se incluem as práticas alimentares e de atividade física”, indicou a investigadora.

Dada a sua flexibilidade, o formato de implementação do estudo (modalidade e abrangência nacional, regional ou local) será definido por cada país participante, tendo em conta as suas necessidades e especificidades, podendo ser independente ou incorporado na 6ª ronda do sistema COSI.

O COSI Portugal, coordenado pelo INSA, está integrado no sistema europeu de vigilância nutricional infantil, no qual participam 44 países da Região Europeia da OMS.

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