Futebol melhora risco cardiovascular em crianças com excesso de peso 1022

Um estudo, realizado por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) concluiu, que o futebol é uma “estratégia eficaz” para melhorar fatores de risco cardiovascular, em crianças com excesso de peso.

O trabalho, denominado por “Cardiovascular effects of 3 months of football training in overweight children examined by comprehensive echocardiography: a pilot study”, foi publicado na revista internacional Progress in Cardiovascular Diseases, e é da autoria de Peter RHansen, Lars Andersen, António Rebelo, Joao Brito, Therese Hornstrup, Jakob Schmidt, Sarah Jackman, Jorge Mota, Carla Rêgo, Jose Oliveira, André Seabra e Peter Krustrup.

A investigação tinha como objetivo investigar os efeitos do futebol na obesidade infantil.

O estudo, financiado pela UEFA e também desenvolvido por investigadores da Faculdade de Desporto (FADEUP) e da Faculdade de Farmácia (FFUP), envolveu 40 crianças com excesso de peso acompanhadas numa consulta de pediatria por excesso de peso e obesidade em hospitais do Porto (CUF e Hospital de São João).

Fez-se uma avaliação do estado de nutrição das crianças, em que caracterizou a composição corporal, o desenvolvimento sexual, os marcadores metabólicos e aplicamos inquéritos da vertente psicossocial.

Depois de avaliados os vários parâmetros, as crianças foram divididas em dois grupos, sendo que metade frequentou três sessões extracurriculares de futebol e a outra metade praticou diferentes atividades de pavilhão, como jogos, corrida e ginástica.

No fim da intervenção, os investigadores voltaram a avaliar os parâmetros. Concluíram que o grupo que praticou futebol apresentou uma eficácia superior nos diferentes parâmetros cardiovasculares e metabólicos avaliados comparativamente com o outro grupo.

O grupo que praticou futebol três vezes por semana para além das aulas de educação física curriculares obteve maior e melhor impacto nos seus marcadores de estado nutricional, metabólicos, comportamentais e psicossociais do que o outro grupo. Para além disso, o grupo que praticou diferentes atividades de pavilhão também mudaram favoravelmente os seus parâmetros.

Pode consultar o estudo aqui.

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