O Governo francês manifestou esta terça-feira (13) preocupação com a soberania alimentar do país após um ciberataque que afetou sistemas de refrigeração de 700 supermercados, mas afastou problemas de abastecimento.
“Este ciberataque afeta o coração da soberania alimentar francesa e preocupa-nos pelos seus efeitos sobre a capacidade das nossas cadeias de distribuição fornecerem alimentos aos cidadãos“, afirmou o ministro da Economia, Roland Lescure, citado pela agência Lusa.
Durante a sessão de perguntas ao Governo na Assembleia Nacional, Lescure precisou que foram afetados 700 dos cerca de 10 mil supermercados existentes em França.
O ministro excluiu “qualquer problema de abastecimento”, salientando que os estabelecimentos afetados já estão a receber novos produtos frescos.
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O ataque informático atingiu o sistema que controla remotamente a temperatura dos equipamentos de refrigeração dos supermercados e ativou um programa rápido de descongelação.
A temperatura dos equipamentos terá subido repentinamente para cerca de 50 graus, provocando a deterioração dos alimentos armazenados.
Lescure afirmou que, apesar dos investimentos das empresas em cibersegurança, permanecem riscos quando os fornecedores externos não adotam níveis de proteção equivalentes.
Os primeiros elementos da investigação indicam que os piratas informáticos terão explorado uma vulnerabilidade de segurança na empresa dinamarquesa Danfoss, responsável pelos sistemas de controlo da temperatura dos equipamentos, segundo o ministro.
Foi aberta uma investigação para determinar as causas do ataque, conduzida pela Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação (ANSSI).
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Lescure afirmou que o ciberataque deve funcionar como um “sinal de alarme” para que empresas e autoridades se preparem para incidentes semelhantes.
Entre os grupos afetados encontram-se Carrefour, Intermarché, Coopérative U, Netto, Leclerc e Monoprix.
Fontes do setor estimaram em dezenas de milhões de euros os prejuízos provocados pelo ataque.




