8.º Congresso Nacional da APDP debate os principais desafios e avanços na área da diabetes

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) realiza, entre os dias 11 e 13 de novembro, no Centro Ismaili, em Lisboa, o seu 8.º Congresso Nacional, um encontro científico que reúne profissionais de saúde para debater os principais desafios e avanços na prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da diabetes. O evento assume especial relevância no ano em que a APDP celebra o seu centenário.

A edição deste ano aposta num modelo mais dinâmico e participativo, com workshops práticos, mesas-redondas, casos reais, sessões de perguntas e respostas e o novo formato “Simulator Theatre”, que permitirá demonstrar e explorar procedimentos utilizados na prática clínica. O programa inclui ainda a sessão internacional “Além-Fronteiras”, com a participação de Katharine Barnard-Kelly, especialista inglesa, de referência internacional, nas áreas do impacto psicossocial e da gestão da diabetes, e Miguel Ruiz-Canela, professor catedrático da Universidade de Navarra, em Espanha, e especialista em medicina preventiva e saúde pública.

“Queremos que estes três dias sejam uma oportunidade para aprender, partilhar experiências e conversar sobre soluções que façam a diferença na prática clínica. A ciência é o ponto de partida. Queremos trazê-la para mais perto dos desafios com que os profissionais de saúde lidam diariamente”, explica em comunicado Rita Nortadas, subdiretora clínica da APDP.

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O congresso começa no dia 11 de novembro, com workshops práticos e dedicados a diferentes temáticas. Durante a tarde, além da sessão “Além-Fronteiras”, serão abordados temas como o rastreio da neuropatia no pé diabético, a relação entre diabetes e doença renal e o papel do associativismo na promoção da saúde e na defesa das pessoas que vivem com doença crónica.

No dia 12 de novembro, o programa dará particular destaque aos 100 anos da APDP e aos avanços no rastreio da diabetes tipo 1, através da mesa-redonda “O dedo que adivinha: novidades no rastreio da DT1”. A sessão incluirá temas como a educação terapêutica na fase pré-sintomática da doença e as estratégias de comunicação associadas ao impacto do diagnóstico. Serão também analisados o passado, o presente e o futuro do rastreio da retinopatia diabética, a evolução das bombas de insulina, a interpretação dos dados de monitorização contínua da glicose e o acompanhamento das crianças e jovens com diabetes em contexto escolar.

O último dia será dedicado, entre outros temas, à relação entre obesidade e diabetes tipo 2, incluindo a saúde muscular, a nutrição e suplementação, o estigma associado à doença e as terapêuticas incretínicas. O programa contempla ainda uma sessão de perguntas e respostas sobre menopausa, obesidade e diabetes, bem como demonstrações práticas e casos reais relacionados com a avaliação da capacidade funcional e a disfunção multiorgânica.

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O 8.º Congresso Nacional da APDP decorre nos dias 11, 12 e 13 de novembro de 2026, no Centro Ismaili, em Lisboa, e é exclusivo para profissionais de saúde. O programa completo e as informações sobre as inscrições estão disponíveis no site oficial do congresso.