Os primeiros dados da greve dos trabalhadores da saúde apontam para uma adesão global entre os 60% e os 85%, e em alguns serviços a chegar aos 100%, segundo fontes sindicais.
Em declarações a Lusa, Elisabete Gonçalves, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPSSRA), que convocou a greve, disse que na região Norte a adesão está entre os 60% e os 70% e que os dados parciais já recolhidos apontam para valores entre os 80% e os 85% para a região Sul.
“Há muitos hospitais com adesão a 100%, mas na generalidade do que nos têm vindo a chegar tem sido na ordem dos 80% e 85%”, acrescentou.
Também em declarações à Lusa, o dirigente sindical Tiago Acúrcio disse que, em Coimbra, foram cumpridos no turno noturno serviços mínimos no bloco operatório, na urgência, nos serviços de medicina intensiva e de esterilização, assim como nos internamentos.
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No turno da manhã, segundo explicou, cerca de 90% a 95% dos serviços estão a trabalhar com o número estipulado pelo Tribunal Arbitral para garantir serviços mínimos.
“Estão a ser assegurados o bloco operatório, neste caso, o bloco operatório de urgência, com uma sala garantida para serviços mínimos. As restantes não estão, porque não têm mínimos a assegurar”, explicou.
Ao nível da urgência, os trabalhadores que se apresentaram ao serviço foram aqueles que tinham sido convocados para garantir os serviços mínimos.
“Os internamentos estão todos a funcionar em mínimos e as consultas não têm serviços mínimos assegurados, exceto consultas onde haja tratamentos em curso. Essas estão a funcionar”, acrescentou.
A greve de hoje foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPSSRA) e abrange todos os trabalhadores do setor da Saúde.
Com esta ação de luta, os trabalhadores pretendem exigir a abertura dos processos negociais, melhores condições de trabalho, dignificação e valorização profissional e a contratação de mais trabalhadores para o Serviço Nacional de Saúde.




