ON defende que resolução da AR “só peca por tardia” 485

Após ter sido publicada em Diário da República uma recomendação ao Governo, para a implementação de medidas de prevenção, tratamento e combate à obesidade, a Ordem dos Nutricionistas (ON) reafirma a urgência destas medidas e conclui que a resolução “só peca por tardia”.

Através de comunicado, a ON indica que “aplaude e reafirma urgência das medidas”.

Para Alexandra Bento, bastonária da ON, citada na nota divulgada, a recomendação “só peca por tardia”.

Sobre o pedido da Assembleia da República (AR) de que o Governo deverá garantir o acesso a consultas de nutrição, nos centros de saúde e hospitais, de modo a assegurar uma intervenção precoce e um tratamento adequado em todo o território, a ON relembra a falta obesidade de nutricionistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“A Ordem dos Nutricionistas considera que no SNS faltam 1000 nutricionistas para cobrir as necessidades da população”, e acrescenta “já passaram três anos e ainda se encontra em curso o concurso para 40 nutricionistas nos Cuidados de Saúde Primários”.

Segundo Alexandra Bento, “agora mais do que nunca, os nutricionistas podem fazer a diferença na saúde dos portugueses, prevenindo e tratando situações como a obesidade, pelo que está na hora de o Governo encontrar soluções para efetivamente aumentar o número de nutricionistas no SNS”.

A Ordem lembra que a “percentagem da despesa em saúde dedicada à promoção da saúde em Portugal é de 1,8% representando quase metade da média de 27 países da OCDE (2,8%)”.

O comunicado da ON sublinha também que “em Portugal, a prevalência de doenças crónicas associadas a desequilíbrios nutricionais, quer por excesso, quer por défice, assumem níveis preocupantes. Em 2019, os hábitos alimentares inadequados foram o 4º fator de risco que mais contribuiu para o total de mortes e 38% do total de anos de vida saudável perdidos devem-se a hábitos alimentares pouco saudáveis ou fatores de risco metabólico relacionados com a alimentação”.

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