Uma mulher que estava em paragem cardiorrespiratória morreu, na quarta-feira, na Quinta do Conde, em Sesimbra, após esperar mais de 40 minutos por socorro, confirmou à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos.
O caso foi avançado pela Rádio Renascença e é o terceiro esta semana de alegado atraso no socorro, depois da morte de um homem no Seixal, que aguardou três horas por uma ambulância, e de um outro em Tavira, que esteve mais de uma hora à espera de socorro.
Os Bombeiros Voluntários de Carcavelos foram chamados às 14:00 para prestar assistência à vítima, que se encontrava em dispneia (dificuldade respiratória) a 35 quilómetros de distância, tendo chegado junto da vítima às 14:44, quando a mulher já estava em paragem cardiorrespiratória, disse João Franco à Lusa.
Caso em Tavira
Um homem de 68 anos morreu na quarta-feira em Tavira, depois de ter estado mais de uma hora a aguardar por meios de socorro, disse à Lusa fonte da família.
Segundo a fonte, a vítima sentiu-se mal ao final da tarde de quarta-feira, depois de ter ido à farmácia e consumido um xarope.
A fita do tempo desta ocorrência, a que a Lusa teve acesso, regista uma primeira chamada pelas 18:07, seguida de uma segunda chamada de socorro a questionar a demora dos meios.
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A vítima foi inicialmente classificada como prioridade 2 (resposta em 18 minutos), passando a P1 (resposta imediata) aquando da terceira chamada dos familiares, que aconteceu pelas 18:47, informando que o homem já estava em paragem cardiorrespiratória.
A primeira ambulância foi acionada pelas 18:42.
Para o local foram igualmente enviados a viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Tavira, acionada pelas 18:49, uma unidade de apoio psicológico do INEM e a polícia.
Segundo a fonte familiar, os primeiros meios de socorro só chegaram ao local mais de uma hora depois do pedido inicial de socorro.
Este caso acontece depois de na terça-feira um homem de 78 anos ter morrido no Seixal, depois de ter estado quase três horas à espera de socorro.
Em relação a este caso, o presidente do INEM descartou responsabilidades do instituto, atribuindo o atraso à falta de meios e retenção de macas das ambulâncias nos hospitais.




