A Ordem dos Nutricionistas (ON) acaba de publicar o relatório “Alimentação e Nutrição no Setor Social”, com os principais resultados obtidos sobre a presença dos nutricionistas no setor social, bem como a caracterização das suas funções e atividades desenvolvidas. Das 151 instituições em análise, 36 não tem um único nutricionista contratado.
Identificar o número de nutricionistas contratados no setor social em Portugal, caracterizar as suas funções e contributos, são alguns dos objetivos da ON, que acaba de publicar, no seu site oficial, um relatório com a recolha de dados obtidos junto de várias instituições, distribuídas de norte a sul do país.
Em análise estão 151 instituições sociais – 55 na zona Norte, 65 na zona Centro, 9 no Alentejo, 8 no Algarve, 8 nos Açores e 6 na ilha da Madeira – cuja presença dos nutricionistas é desigual. Mais de 19% (36) das instituições não têm nutricionistas contratados, 41% (125) conta com nutricionistas a tempo inteiro, 11% (15) a tempo parcial e 27% (5) das organizações têm nutricionistas como prestadores de serviços.
Entrevista: “A Nutrição pode ter um papel mais estruturante nas respostas em saúde pública”
Estruturas residenciais para idosos, creches e jardins de infância lideram a média de utentes por resposta social, sendo que as principais atividades desempenhadas por nutricionistas nestes espaços são a gestão do serviço de refeições, as ações de formação ao pessoal, a intervenção nutricional do utente internado e a realização de sessões de educação alimentar.
“Olhamos com grande preocupação para a falta de nutricionistas contratados no setor social, criando um impacto verdadeiramente negativo na saúde pública, especialmente nas necessidades nutricionais e alimentares junto da população, dos mais jovens aos idosos. Nesta amostra, conseguirmos perceber a necessidade de existir uma resposta integrada e multidisciplinar nas várias instituições sociais, onde o papel do nutricionista torna-se fundamental e insubstituível, desempenhando diferentes funções e responsabilidades, da elaboração de planos à formação e educação alimentar”, explica Liliana Sousa, bastonária da ON, em comunicado.




