211,24 euros. Cabaz de alimentos de primeira necessidade bate recorde consecutivamente 861

Pescada já aumentou 76% desde fevereiro. O preço dos bens alimentares de primeira necessidade registou, entre 3 a 10 de agosto, o valor mais alto desde 23 de fevereiro, com a subida de 1,89% em relação à semana anterior, passando a custar 211,24 euros. Este representa um novo recorde consecutivo.

A informação é avançada pela Deco, que desde fevereiro monitoriza todas as quartas-feiras o preço daquilo que apelida de “capaz de bens alimentares essenciais”, composto por 63 produtos, entre os quais peru, frango, pescada, carapau, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, açúcar, esparguete, fiambre, leite, queijo e manteiga. A organização utiliza um simulador para calcular o preço médio por produto em vários espaços.

Os resultados, mostra, são claros. Comprar o mesmo cabaz de produtos alimentares esta semana fica 27,61 euros mais caro do que em fevereiroaquando do início da guerra na Ucrânia, a 23 de fevereiro. Deco destaca o preço da pescada, que aumentou 76% desde fevereiro. “Fazendo as contas a apenas um quilo (kg) de salmão, de pescada, de carapau, de peixe-espada-preto, de robalo, de dourada, de perca e de bacalhau, o consumidor pode agora ter de gastar, em média, 73,59 euros. Antes do início da guerra pagaria 60,31 euros”, pode ler-se.

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A pescada fresca (mais 18%), os cereais (18%), os cereais integrais (15%) e o carapau (15%) fazem parte parte da lista de alimentos com as subidas mais recentes. No entanto, de 23 de fevereiro a 10 de agosto, o destaque vai para o peixe e a carne, com subidas de 22,01% e 17,17%, respetivamente. A mercearia fecha o pódio, com um incremento de 12,01%, seguindo-se os factícios, as frutas e os legumes.

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