A World Vision Moçambique apoiou mais de 165.000 pessoas em programas de saúde e nutrição no país em 2025, incluindo mais de 70.000 crianças menores de cinco anos, segundo o relatório anual da organização.
De acordo com o documento, disponibilizado hoje, aquela Organização Não-Governamental (ONG) registou “progressos substanciais rumo ao seu objetivo de assegurar que todas as crianças com menos de cinco anos estejam protegidas de infeções e doenças”. Beneficiou diretamente 165.731 pessoas, das quais 117.501 receberam apoio através de serviços de saúde e 48.230 foram abrangidas por programas de nutrição.
O documento indica que o apoio chegou a 70.709 menores de cinco anos, com diversos serviços de assistência, enquanto 15.960 foram submetidas a rastreio nutricional para deteção precoce de casos de desnutrição.
A organização, citada pela agência Lusa, refere que, neste processo, 3.220 crianças foram identificadas com desnutrição aguda grave e “reencaminhadas com sucesso para unidades sanitárias para tratamento especializado”.
No reforço da resposta comunitária, a World Vision apoiou 331 comités de saúde, que integram 8.275 membros, além de capacitar 4.620 voluntários na iniciativa “Desvio Positivo/Atelier Doméstico” e formar outros 5.536 em “Aconselhamento no Momento Certo e Direcionado”.
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No mesmo período, a ONG distribuiu 5,32 milhões de redes mosquiteiras, permitindo proteger cerca de 9,45 milhões de pessoas em todo o país. A organização acrescenta que 6.884 voluntários e 2.214 líderes comunitários e religiosos receberam formação em prevenção da malária e em abordagens sensíveis ao género.
Além dos resultados na área da saúde e nutrição, a organização destaca a sua intervenção ao nível das políticas públicas. Segundo o relatório, a World Vision Moçambique contribuiu para influenciar 23 políticas a nível local e nacional no ano passado, com potencial para beneficiar cerca de 11,8 milhões de crianças em todo o país.
De acordo com o documento, sete das políticas influenciadas estiveram relacionadas com o combate à violência contra as crianças, enquanto cinco contribuíram para reforçar os esforços de combate à desnutrição infantil no âmbito da campanha “Já Chega”, lançada para promover ações de prevenção e redução da desnutrição crónica.
No capítulo da advocacia, a World Vision indica ter capacitado mais de 5.000 membros das comunidades no modelo de responsabilização social “Cidadania, Voz e Ação” e mobilizado mais de 2.000 jovens para iniciativas de participação cívica e diálogo com decisores públicos.
Na área da educação, a ONG diz ter apoiado 126.669 beneficiários através de programas de alimentação escolar implementados em 157 escolas primárias das províncias de Nampula e Zambézia, tendo distribuído 4,26 milhões de refeições escolares no âmbito do projeto Parcerias para Resultados de Educação Sustentável.
O relatório destaca que o projeto é implementado em alinhamento com o Plano Estratégico da Educação 2020-2029, que reconhece a alimentação escolar como uma estratégia para reduzir o absentismo, o abandono escolar e os efeitos da desnutrição nos resultados de aprendizagem. Além da distribuição de refeições, o apoiou a melhoria das infraestruturas escolares, com a construção de 157 cozinhas, 30 blocos de latrinas e a abertura e equipamento de 23 furos de água nas escolas abrangidas.
O acesso à água e ao saneamento continuou a ser uma das prioridades da ONG em 2025 e, como resultado, 79.395 pessoas passaram a ter acesso a fontes básicas de água, enquanto mais de 133.000 beneficiaram de infraestruturas de saneamento. Nas escolas apoiadas pela ONG, mais de 15.000 alunos passaram a dispor de água potável.
A World Vision é uma organização humanitária internacional cristã fundada em 1950 e presente em cerca de 100 países, trabalhando nas áreas de proteção e bem-estar da criança, saúde, nutrição, educação, segurança alimentar, água ou saneamento. A organização afirma apoiar anualmente mais de 200 milhões de crianças vulneráveis em todo o mundo.




