Mike Tyson é o novo embaixador da política nutricional do Governo Trump 207

O campeão de pesos pesados Mike Tyson cedeu a sua imagem a uma grande campanha publicitária chamada “Coma Comida de Verdade“, cujo primeiro anúncio foi lançado durante o Super Bowl.

O pugilista surgiu hoje num evento promovido pelo Governo liderado pelo Presidente Donald Trump, dedicado ao combate aos alimentos ultraprocessados, amplamente consumidos pelos norte-americanos.

“Esta é a luta mais importante da minha vida”, frisou o lendário pugilista, citado pela Lusa.

No vídeo a preto e branco passado durante o Super Bowl, a final da Liga de futebol americano (NFL), Mike Tyson incentiva os norte-americanos a darem prioridade a alimentos não processados, como vegetais, carne e produtos lácteos, em vez de alimentos ultraprocessados (bolos industriais, snacks ou refrigerantes), cujos riscos para a saúde estão cada vez mais documentados.

A minha irmã chamava-se Denise. Morreu de obesidade aos 25 anos, teve um ataque cardíaco“, conta o antigo campeão mundial de 59 anos neste vídeo, no qual fala também das suas próprias dificuldades com a alimentação.

“Venho de Brownsville, em Brooklyn. É o bairro mais violento e pobre de Nova Iorque, e os alimentos ultraprocessados eram a norma por lá”, explicou hoje, ao lado, entre outros, do secretário da Saúde Robert Kennedy Jr., um crítico acérrimo dos alimentos ultraprocessados.

De acordo com as autoridades de saúde norte-americanas, os Estados Unidos estão entre os países que mais consomem calorias provenientes de alimentos ultraprocessados, uma estatística preocupante.

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O consumo excessivo destes alimentos, ricos em açúcar, gordura, sal e aditivos, está de facto associado a um risco acrescido de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

Embora esta iniciativa da administração Trump tenha sido bem recebida pelos profissionais de saúde e especialistas em nutrição, outros mostraram-se preocupados com a ênfase significativa dada às proteínas animais e aos produtos lácteos integrais, temendo que esta recomendação possa ser motivada mais pela pressão dos lobbies agrícolas do que por um benefício comprovado para a saúde.