Gastroenterite nos Açores “acima do expectável” mas norovírus cai em três ilhas

A Autoridade de Saúde dos Açores informou hoje que até quarta-feira foi registado um “acréscimo acima do expectável” dos casos de gastroenterite aguda, mas destacou que a transmissão de norovírus está a cair no Faial, Flores e Terceira.

Numa publicação na rede social Facebook’, a autoridade reconheceu que existem “mais casos de vómitos e diarreia do que é habitual em várias ilhas” nesta altura do ano, tratando-se de situações em que “quase todos os doentes melhoram em casa” no período entre “um a três dias”.

“Até dia 26 de agosto [quarta-feira] constatou-se, na vigilância regional, um acréscimo acima do expectável de episódios compatíveis com gastroenterite aguda, distribuídos por várias ilhas e ao longo de várias semanas — não se trata de um único foco, nem de um único dia”, lê-se na publicação, citada pela Lusa.

A Autoridade Regional de Saúde confirmou que nas análises laboratoriais foi identificado norovírus nas ilhas de São Miguel e no Faial, um vírus “muito contagioso” que “provoca vómitos e diarreia agudos”.

No caso de Ponta Delgada, em São Miguel, também identificados de forma “pontual” bactérias intestinais (como a Salmonella e Campylobacter), o que “reforça a necessidade de higiene alimentar”.

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Contudo, segundo a Autoridade de Saúde, “existem sinais favoráveis que importa sublinhar” relacionados com a diminuição de transmissão do norovírus.

“No Faial — a ilha onde o aumento começou mais cedo — a transmissão está em descida: o número de reprodução efetivo está abaixo de um, desde 19 de agosto. Nas Flores, depois de um rebote a 23 de agosto, os números diários têm vindo a cair, de forma sustentada. Na Terceira, o volume diário no Hospital de Santo Espírito e na Praia da Vitória também já desceu em relação ao pico desta semana”, informou.

Os doentes devem “regressar ao trabalho só 48 horas depois da última dejeção ou do último vómito”, segundo a Autoridade de Saúde, que recomenda o repouso em casa e a lavagem das mãos “com água e sabão, depois de ir à casa de banho e antes de preparar alimentos”.

“Pedimos a todos que se mantenha o tom proporcional ao impacto clínico da situação: estamos perante um aumento real, que está a ser seguido todos os dias, e a grande maioria dos casos é ligeiro e autolimitado. O contacto com o SRS [Serviço Regional de Saúde] nestas circunstâncias deve ser inicialmente através da Linha Saúde Açores”.

Na segunda-feira, a Autoridade Regional de Saúde dos Açores revelou que foi confirmada a presença de norovírus em casos de gastroenterite aguda registados na ilha de São Miguel e referiu que a situação “não constitui motivo para alarme”.

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Devido à situação, foi determinada a adoção de medidas reforçadas de prevenção e controlo da infeção em estruturas residenciais para pessoas idosas, creches, estabelecimentos de ensino e outras instituições comunitárias.

Os estabelecimentos de restauração, cafés e atividades similares foram alertados para a necessidade de reforçarem o cumprimento das boas práticas de higiene e segurança alimentar.

A 19 de agosto, a Delegação de Saúde da Horta informou que um vírus de “elevada transmissibilidade”, associado “à maior circulação de pessoas própria do verão”, estaria na origem do surto de gastroenterite que tem levado centenas de pessoas às urgências na ilha do Faial.