Um em cada nove jovens adultos vive com insegurança alimentar 0 321

Segundo um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), publicado na revista “International Journal of Public Health”, um em cada nove jovens adultos portugueses vive num agregado familiar em que existe insegurança alimentar.

Este estudo foi desenvolvido no âmbito da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP, e designa-se por “Household food insecurity and socio-demographic determinants in young adults: findings from a Portuguese population-based sample”. As investigadoras Teresa Monjardino, Raquel Lucas e Elisabete Ramos também assinam este trabalho, coordenado por Ana Cristina Santos.

E o que é a insegurança alimentar? Este é um conceito que descreve o acesso limitado ou incerto a alimentos nutricionalmente adequados e seguros para a alimentação diária, por motivos económicos.

Esta investigação avaliou 954 jovens adultos portugueses, com 26 anos de idade, pertencentes à coorte EPITeen, o estudo longitudinal que tem vindo a avaliar desde 2003, vários determinantes de saúde de adolescentes nascidos em 1990, no Porto.

Este estudo revelou que mesmo durante um período de recuperação económica, 11% dos jovens adultos vivia num agregado familiar com insegurança alimentar.

Para além disso, os indivíduos com menor escolaridade e profissões menos qualificadas apresentam-se em maior risco de insegurança alimentar, independentemente de outros fatores.

Os jovens adultos que consideravam ter um rendimento insuficiente, e os que tinham já constituído família própria apresentavam maior risco de insegurança alimentar em comparação com aqueles que ainda viviam com os pais.

Os investigadores com este trabalho acham importante criar medidas de saúde pública de apoio a esta população, para melhoria da sua segurança alimentar, de forma a que as pessoas não deixem de suprir as suas necessidades alimentares básicas por falta de rendimento.

Esta investigação assume uma importância vital, visto a insegurança alimentar estar associada à obesidade e a outras doenças não comunicáveis, como a diabetes e a hipertensão.

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